A juíza distrital Tanya Chutkan, que supervisiona o caso, determinou que o governo Trump não pode iniciar a construção do monumento por duas semanas, enquanto o tribunal avalia as contestações sobre sua legalidade.
A Comissão Nacional de Planejamento da Capital (NCPC) aprovou na quinta-feira, por 8 votos a 4, o projeto. A votação ocorreu depois que cerca de dezenas opositores, que questionam sua validade e finalidade, foram ouvidos.
A principal queixa é a localização da estrutura de 76 metros de altura. O projeto ficará ao lado do Cemitério Nacional de Arlington, local onde foram enterrados centenas de milhares de militares americanos.
Trump propôs que o arco tenha 76 metros —26 metros maior que o Arco do Triunfo de Paris , na França , no qual o americano se inspirou— e seja erguido em um dos lados do rio Potomac, em frente ao Memorial Lincoln.
A Casa Branca não divulgou um orçamento oficial, mas a imprensa americana estima custo próximo de US$ 100 milhões (cerca de R$ 515,7 milhões).
Os quatro comissários que votaram contra o projeto solicitaram o adiamento da decisão, apontando preocupações jurídicas, a falta de uma verba aprovada pelo Congresso para financiar o projeto e dúvidas sobre as afirmações do secretário de Defesa, Pete Hegseth, sobre o uso militar do arco.
Mas a maioria do painel, controlado por aliados de Trump, votou contra o adiamento. O governo afirmou que seu objetivo era iniciar as obras imediatamente.
A decisão de Chutkan está de acordo com a opinião de veteranos militares e dos procuradores-gerais de Washington e da Virgínia, que haviam apresentado uma ação para impedir a construção do arco.
Desde seu retorno à Casa Branca em janeiro de 2025, Trump estimula projetos de construção e reformas para impor sua marca em Washington. Entre as obras mais famosas está um salão de baile na Casa Branca, para o qual o magnata republicano mandou demolir uma ala inteira da mansão presidencial.
A Suprema Corte decidiu, por fim, que o autor da ação apresentada para interromper o projeto não tinha legitimidade. Outra obra importante é a reforma do espelho d'água no National Mall.
O revestimento do piso da piscina com um material impermeabilizante azul-escuro, já concluído, custou US$ 14 milhões (cerca de R$ 72,2 milhões) sem que houvesse licitação. Trump pretendia resolver problemas antigos do local, como vazamentos e sujeira, mas as algas voltaram e deixaram a água esverdeada poucos dias depois da conclusão do serviço.