Cada livro que passa pelos jurados requer uma análise de estilo e narrativa, e as estratégias para decidir se a obra merece levar o prêmio variam a cada juiz.
José Henrique de Freitas Santos, professor da Universidade Federal da Bahia e jurado da categoria de romance literário, conta ter aceitado o convite do Jabuti também pela curiosidade de entender como funciona o trabalho do júri.
Acostumado a participar de bancas como professor, Freitas diz que a rotina de leitura intensa já fazia parte de sua vida, e as coisas não mudaram com o Jabuti.
À frente de uma categoria com autores mais estabelecidos no mercado, ele já tinha lido alguns dos livros antes de conhecer os inscritos. "É fundamental que a obra me acrescente alguma coisa como experiência estética. Eu só leio para além dos capítulos iniciais se o livro me apresenta algo diferente."
Em romance literário, ele espera ver narrativas que brinquem mais com questões ligadas a estilo, disposição tempo-espacial e "possibilidades éticas e estéticas", como diz.