Jovens ativistas pela democracia e cidadania são destaque no Prêmio Empreendedor Social

Jovens de Goiás, Minas Gerais e Sergipe que fortalecem a cultura democrática e cidadã serão homenageados no Prêmio Empreendedor Social deste ano. Eles lideram iniciativas que promovem formação política de meninas e mulheres, mobilizam estud

Por Admin ·

Jovens ativistas pela democracia e cidadania são destaque no Prêmio Empreendedor Social

Em ano de disputa eleitoral no país, os jovens são destaques na categoria Jovens Transformadores por Democracia e Cidadania , parceria entre Folha e Ashoka que neste ano tem o apoio de Politize! e Girl Up Brasil, duas organizações de referência entre a juventude.

A mineira Ana Luísa Brito, 19, lidera o projeto Jovens Legisladoras, que capacita meninas e mulheres em nove estados do Brasil e no Distrito Federal, para transformar problemas comunitários em propostas legislativas, que são encaminhadas a parlamentares.

Entre os resultados alcançados pela iniciativa está o projeto "Sem Mulher Não Tem Clima", hoje transformado em lei federal, que mapeia os impactos da crise climática nas mulheres.

O goiano Dionísio Miguel Martins Lima, 17, é responsável pela iniciativa Embaixadores da Democracia, que usa metodologias de letramento político e liderança humanizada para aproximar jovens de 15 a 17 anos da política em escolas de Goiás, incentivando-os a tirar o título de eleitor.

O projeto forma alunos "embaixadores" e professores "mentores", com parceria do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) para levar os estudantes aos cartórios eleitorais.

Já a africana Nantenin Diarra, 23, usou a própria experiência no Brasil para criar o projeto Além das Fronteiras, em Sergipe , para oferecer acolhimento jurídico, institucional e cultural a estudantes internacionais, migrantes e refugiados no país.

"A partir de suas iniciativas, Ana Luísa, Dionísio e Nantenin estão mobilizando jovens para participarem da vida pública com voz e autonomia", afirma Helena Singer , líder da estratégia de Juventudes da Ashoka América Latina.

"Esse movimento é fundamental para que cada vez mais pessoas se reconheçam como parte da democracia e assumam a responsabilidade coletiva de torná-la mais viva, diversa e capaz de responder aos desafios do presente", completa ela.