Segundo o relato de Lucas Contente e Gustavo Baima, reproduzido pela Abraji, eles entrevistavam uma passageira quando um funcionário da Navegação Bom Jesus exigiu que deixassem o terminal. Diante da recusa, o homem tomou parte dos equipamentos dos jornalistas e chutou e empurrou um deles.
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Ainda conforme esse relato, um grupo de seguranças chamado para expulsar a equipe também agrediu o profissional e o jogou no chão. Lucas teria sido segurado pelo braço por um segurança que tentava impedi-lo de usar o telefone para chamar a polícia. A Abraji diz que os repórteres registraram boletim de ocorrência e que parte das agressões foi gravada em vídeo.
A Folha tentou contato com a Navegação Bom Jesus neste domingo (25), por dois números de WhatsApp, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.
Ao Estado do Pará Online , a Navegação Bom Jesus afirmou respeitar a liberdade de imprensa e o direito à informação. Disse também que a equipe de segurança agiu após um dos jornalistas insistir em acessar e filmar uma área restrita, embora tenha sido orientado a não fazê-lo, e resistir ao pedido para que se retirasse do local.
Segundo a empresa, a intervenção teve o objetivo de preservar a segurança de passageiros e funcionários, sem intenção de impedir o trabalho jornalístico. A nota reproduzida pelo site paraense não cita as alegações de chutes, empurrões e retirada de equipamentos.
A equipe apurava reclamações de passageiros que tiveram a emissão de bilhetes gratuitos negada sob a justificativa de esgotamento de cotas. O benefício foi estabelecido pelo governo estadual para o deslocamento de eleitores neste segundo turno.
Em nota, o Cidade 091 disse ser "inaceitável que profissionais de imprensa sejam submetidos a violência e intimidação por buscar esclarecimentos de interesse público". A Abraji também cobrou apuração das denúncias e responsabilização dos envolvidos.
Em nota divulgada pelo Cidade 091 , o Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA) atribui as agressões a integrantes da segurança privada e a Raimundo Rebelo, identificado como diretor de operações da Navegação Bom Jesus. O sindicato também repudiou a violência cometida contra os profissionais durante o exercício da atividade jornalística.
A Polícia Civil do Pará afirma que o caso é investigado pela Delegacia do Jurunas, responsável pela área da ocorrência.