O posicionamento é visto por pessoas próximas como um aceno de Doria a Flávio Bolsonaro, que tem se negado a ir a eventos do Lide com centenas de empresários. Quando foi governador de São Paulo, Doria teve inúmeros atritos com o pai de Flávio, Jair Bolsonaro —então presidente da República—, e acabou rompendo politicamente com o bolsonarismo.
Doria, porém, também bateu de frente com o petismo e, na atual gestão, não consegue entrada no Palácio do Planato, disseram à reportagem pessoas próximas do ex-governador. Nos eventos organizados pelo Lide, é rara a participação de alguém do alto escalão do governo Lula.
Para o líder do Lide, uma aproximação com o governo é estratégica para atrair um público cada vez maior aos eventos do grupo empresarial, cujo grande trunfo é reunir no mesmo espaço o empresariado, políticos e representantes do Judiciário.