Por O Globo — Rio de Janeiro
30/10/2026 10h47 Atualizado 30/10/2026 10h48
Quase dez anos depois do acidente aéreo que mudou sua vida, Jakson Follmann revisita a própria história sob uma perspectiva que vai além da sobrevivência. Um dos seis sobreviventes da tragédia com a delegação da Chapecoense, em novembro de 2016, o ex-goleiro lançou, em 10 de outubro, o livro "A Vida Depois da Queda – O que os momentos mais difíceis podem nos ensinar sobre recomeçar". A obra percorre o período de recuperação após o acidente, os desafios de se adaptar a uma nova realidade e a construção de caminhos profissionais e pessoais longe do futebol
Lembra dela? Geovanna Tominaga comemora livro selecionado para escolas públicas de todo o Brasil
A decisão de transformar essa trajetória em livro, segundo Follmann, veio da percepção de que contar apenas o episódio da queda seria insuficiente para representar as mudanças que vieram depois. Em participação no podcast "A Mãe Tá Off", apresentado pela jornalista Paola Guarana, ele contou que preferiu esperar para reunir experiências que permitissem abordar também os anos seguintes à tragédia.
"Eu não fico só na resposta do acidente. Eu tenho a resposta do acidente e tenho a resposta do pós. E a resposta do pós é essa entrega do livro. Muitas pessoas me cobravam: ‘Faz teu livro, cara, escreve teu livro, tua história é legal’. Eu ficava com isso na cabeça: ‘Legal, bacana, vou escrever meu livro’. Mas, se eu tivesse escrito lá atrás, talvez quem não conhecesse minha história lesse o livro do Follmann, visse o acidente e acabasse ali. Como era tudo muito recente, eu tinha esse cuidado. Precisava dar tempo para escrever muito mais sobre o pós", explicou.
Escrito por Jakson em parceria com o jornalista Marco Aurélio Souza, o livro traz diferentes perspectivas sobre os acontecimentos que marcaram sua história. Entre os depoimentos estão os do homem que o encontrou e realizou seu resgate após a queda da aeronave e do médico responsável pela decisão de não amputar sua segunda perna. O profissional também detalha a pressão enfrentada naquele momento e os motivos que orientaram sua escolha.
"É um livro bastante jornalístico também. Trazemos o relato da primeira pessoa que me viu e me resgatou no meio do mato. O médico que não quis amputar minha segunda perna conta todos os detalhes do porquê tomou essa decisão e qual foi a pressão que carregou naquele momento. São muitas coisas que conseguimos trazer para o livro", afirmou.
Mas a narrativa não se limita à recuperação física. Depois de encerrar a carreira no futebol, ele passou por diferentes experiências profissionais. Foi embaixador da Chapecoense, trabalhou como comentarista esportivo, retomou a música, paixão que cultiva desde a infância, e começou a se apresentar nos palcos. Mais tarde, encontrou nas palestras outra forma de compartilhar o que viveu, levando suas experiências a públicos no Brasil e no exterior.
"Hoje sou palestrante, tenho um projeto de música, tenho minhas coisas, sou pai, sou marido e sou uma pessoa com deficiência física. Lá atrás, se eu fosse escrever o livro, não teria noção de todas essas informações. Não que hoje eu seja um especialista no assunto, porque estou aprendendo muitas coisas a todo momento, mas tenho muito mais experiências para contar", observou.
Em 2021, Follmann se mudou para São Paulo com a esposa, Andressa, e o filho, Joaquim, e passou a investir profissionalmente nas palestras. Atualmente, realiza cerca de 90 eventos por ano, nos quais aborda temas como resiliência, propósito, família e transformação a partir de sua experiência como atleta e sobrevivente.
Senador quer encontro com Marco Rubio e outros integrantes do governo Trump
Mais uma vez, Alexandre de Moraes deu vazão à sua índole autoritária e se precipitou, a não ser que a PF tivesse informações de que o plano de fuga estivesse sendo armado.
Pregão eletrônico reúne 447 lotes do banco e da Will Financeira, ambos em liquidação extrajudicial; lista tem de cadeiras Herman Miller a TV de 98 polegadas
Emoções precisam ser exercitadas. É um pouco como a imunidade: um corpo mantido longe de toda sujeira não aprende a se defender, ou pode acabar reagindo demais
Diplomata compareceu ao Ministério das Relações Exteriores na quinta-feira; convocação sinaliza incômodo do governo brasileiro em meio a suspeitas de participação de autoridades argentinas na fuga do senador
Trabalhadores do Centro de Distribuição Domiciliária que fica no Centro da cidade apontam presença de coliformes fecais na cisterna e relatam 21 casos de gastroenterite e diarreia
Nikolaj Coster-Waldau, intérprete de Jaime Lannister, passou a noite em abrigo subterrâneo durante visita à Ucrânia como embaixador de Boa Vontade da ONU
Ataque à corretora chinesa foi o maior já registrado, com desvio de US$ 6,3 bilhões. Grupos ligados à Coreia do Norte estão ligados a três das maiores invasões, diz laboratório
Este quiz foi produzido pelo projeto Irineu, a iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores. Toda a produção de conteúdo com o uso do Irineu é supervisionada por jornalistas.