A votação refletiu a profunda insatisfação com o custo de vida, as tarifas alfandegárias e o conflito no Oriente Médio , que fez os preços dos combustíveis dispararem e levou a aprovação de Trump a níveis próximos de seus piores índices.
"Seja pela consciência, seja pelo custo de vida, os americanos disseram não à guerra, e nós endossamos essa mensagem", escreveu Ghalibaf no X. "Se o governo dos EUA trair a vontade de seu povo para servir a quem dá as cartas no cenário internacional e a chantagistas, aprenderá que o nosso 'não' vem acompanhado de um pesadelo."
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei , também se pronunciou sobre o resultado das urnas. Em um comunicado divulgado nesta quarta, ele afirmou que a hostilidade de Washington contra Teerã não mudará com a alternância partidária e que quem pensa o contrário está "profundamente enganado".
Khamenei advertiu que a resposta iraniana a qualquer nova agressão americana será de escala muito maior. Segundo ele, a destruição de bases dos EUA na região e o controle do estreito de Hormuz por Teerã fazem parte de uma campanha contra a hegemonia americana. "Os EUA veem o fim de sua hegemonia como algo distante; nós o vemos como próximo", afirmou.
A guerra, iniciada em fevereiro, permanece em um impasse há meses, marcado por ataques esporádicos e pelo temor de uma retomada dos ataques em larga escala.
Em entrevista à Fox na noite de terça, o próprio Trump reconheceu que o conflito teve influência na vitória esmagadora dos democratas. "Acho que, em parte, isso se deveu ao Irã, mas, ao mesmo tempo, as pessoas entenderam a importância do que fiz em relação ao Irã", disse o republicano por telefone.
Com a contagem dos votos em andamento, a oposição ao presidente Donald Trump obteve 228 das 435 cadeiras da Câmara, contra 139 dos republicanos. No Senado, os democratas já garantiram ao menos 54 dos 100 assentos. O pleito deve mudar o equilíbrio de forças legislativas pelo resto do governo Trump.
Ainda na noite de terça, o presidente declarou ao The New York Times estar "absolutamente disposto a aceitar esses resultados" e preparado para trabalhar com a oposição. "Vamos trabalhar com os democratas e, sabe, estamos ansiosos para trabalhar com eles", afirmou. "Provavelmente chegaremos a um entendimento."