IPCA-15 desacelera a 0,32% em outubro, abaixo das projeções

A inflação medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) desacelerou a 0,32% em outubro, após marcar 0,7% em setembro , apontam dados divulgados nesta sexta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e

Por Admin ·

IPCA-15 desacelera a 0,32% em outubro, abaixo das projeções

Analistas do mercado financeiro esperavam taxa de 0,45% para este mês, conforme a mediana das projeções coletadas pela agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de 0,33% a 0,6%.

No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 registrou alta de 4,62% até outubro. A variação era de 4,47% até setembro.

Com o novo resultado, o IPCA-15 superou o teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) . O índice de referência para a meta e a política de juros do BC é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), também calculado pelo IBGE.

O IPCA-15, por ser divulgado antes, dá uma sinalização do comportamento da inflação em cada mês. Uma das diferenças em relação ao IPCA é o período da coleta dos preços.

A apuração do IPCA-15 abrange a segunda metade do mês anterior e a primeira do mês de referência. No caso do índice de outubro, a coleta ocorreu no período de 16 de setembro a 14 de outubro.

A coleta do IPCA, por sua vez, está concentrada no mês de referência. Por isso, o resultado de outubro ainda não está fechado. Será publicado em 12 de novembro.

A divulgação do IPCA-15 ocorre às vésperas do segundo turno das eleições , que ocorre no domingo (25).

Como mostrou a Folha , o governo Lula ( PT ) chegou ao primeiro turno com a menor alta acumulada pelo IPCA em um mandato presidencial desde o início do Plano Real .

Apesar disso, o petista largou em desvantagem na disputa com o senador Flávio Bolsonaro ( PL ).

Para analistas, um dos fatores que atrapalham Lula é o mal-estar de parte da população com o nível dos preços de itens básicos, como os alimentos.

Os produtos subiram menos no terceiro governo do petista , na comparação com o mandato de Jair Bolsonaro ( PL ), pai de Flávio. A inflação, contudo, incidiu sobre um patamar de custo que já pesava no orçamento familiar desde a pandemia.

Na mediana, o mercado financeiro espera IPCA de 5,22% nos 12 meses de 2026, conforme o boletim Focus , do BC. A estimativa está acima do teto de 4,5% da meta de inflação.

A meta é considerada descumprida quando o acumulado do IPCA permanece por seis meses seguidos de divulgação fora do intervalo de tolerância, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). O centro é de 3%.

Para controlar a inflação, o Copom (Comitê de Política Monetária), ligado ao BC, tem como arma a taxa básica de juros ( Selic ), que segue em nível elevado. A Selic está em 13,75% ao ano desde setembro.

O Copom terá mais duas reuniões neste ano –em 3 e 4 de novembro e 8 e 9 de dezembro. Segundo o boletim Focus, o mercado financeiro vê espaço para redução da Selic a 13,25% até o fim de 2026.