Passado mais de um ano, a urgência daquela convocação só aumentou. Precisamos não apenas de um novo Plano Real para as contas públicas, mas de um pacto nacional para recuperar a capacidade de crescimento da economia e superar um dos maiores entraves ao nosso desenvolvimento: o custo extraordinariamente elevado do dinheiro .
A reação dos mercados financeiros ao resultado das eleições merece reflexão. A alta do dólar e a queda das Bolsas foram apresentadas como se o país tivesse se tornado, de uma hora para outra, economicamente diferente.
Mas o que mudou na estrutura produtiva, no endividamento das famílias , na capacidade de nossas empresas ou na situação fiscal do Estado? Nada disso se transforma de um dia para o outro. O que houve foi, em grande medida, a frustração das apostas de investidores. O mercado tem todo o direito de expressar suas expectativas, mas não recebeu das urnas o mandato para determinar sozinho como o Brasil deve organizar seu ajuste.
Mas há uma questão ainda mais preocupante: estabeleceu-se uma espécie de interdição ao debate sobre os juros. Todos reconhecem que precisam cair, mas qualquer discussão sobre como alcançar esse objetivo que não se limite a cortes de despesas públicas é recebida com desconfiança ou desqualificada antecipadamente.
Interdição ao debate sobre os juros tem de acabar
Em junho de 2025, em entrevista à Folha , disse que o Brasil precisava de um novo Plano Real. Defendia que o país precisava reunir suas principais lideranças políticas, empresariais, econômicas e sociais para construir um entendimento capaz de enfrentar o dese