Segundo o Corpo de Bombeiros, foram identificados vários focos de fogo em diferentes pontos da universidade. As chamas atingiram uma área de vegetação seca e foram mais de quatro horas até conter o incêndio.
Os bombeiros informaram ainda que não houve dano a nenhum prédio da instituição.
O incêndio ocorreu quatro dias após um ato contra o presidente Lula ( PT ) terminar em confronto físico. Um aluno ficou ferido na ação.
A confusão começou durante um ato político promovido por militantes do PL dentro do campus. Estudantes da universidade teriam reagido à presença do grupo, o que provocou uma discussão, com troca de ofensas e agressões físicas.
A Procuradoria da República abriu investigação sobre denúncias de censura, intimidação e incitação à violência após o episódio. A UFRN também determinou a abertura de um processo interno para apurar o ocorrido.
Sobre a manifestação, a UFRN publicou uma nota em que declarou "seu mais veemente repúdio aos atos de violência". Segundo a universidade, o ato foi realizado "sem autorização institucional e, com o uso de equipamentos de som e fogos de artifício, foi acompanhado de atos de violência e ameaças à integridade física e moral de membros da comunidade acadêmica, além de danos ao patrimônio público e provocando a interrupção de aulas e atividades administrativas."
Sobre o incêndio, a universidade afirmou neste sábado (24) que irá adotar as medidas cabíveis para esclarecer as circunstâncias da ocorrência, em diálogo e articulação com os órgãos competentes.
Conforme mostrou a Folha, ameaças a alunos levaram instituições de ensino superior a reforçar a segurança em meio a atos estudantis pela reeleição de Lula ( PT ).