Apesar disso, acredito que essa discussão precisa ir mais a fundo na realidade dos negócios.
É verdade que, em bens de consumo, à medida que a empresa cresce, ela corre o risco de perder vantagem competitiva. O que antes era visto como alavanca de crescimento —ganho de escala, poder de investimento em mídia e presença pelo país— pode se tornar burocracia e desconexão com o consumidor.
Existem casos de marcas tradicionais com baixa velocidade de inovação, ainda presas à comunicação de massa e sem compreender a dinâmica do digital e das comunidades. Consequentemente, entram em disputa de preços, sofrem com o excesso de oferta e perdem receita.
Por outro lado, também gosto de provocar essa verdade absoluta sobre o sucesso das chamadas "marcas insurgentes", conceito utilizado para empresas que crescem de forma acelerada.