A medida histórica foi impulsionada pelo primeiro-ministro Péter Magyar , que prometeu permitir que o país compreenda seu passado totalitário, que durou 40 anos.
"Estes são, e serão, momentos difíceis para muitas famílias e, de fato, para comunidades inteiras. Serão tempos desafiadores, mas não se pode processar um trauma sem discussão e sem fazer perguntas", afirmou Magyar, que garantiu apoio às pessoas afetadas.
Entre 1949 e 1989, a Hungria comunista utilizou informantes para monitorar e denunciar dissidentes. Eles eram frequentemente recrutados por meio de coerção.
Cerca de 60 mil documentos sobre agentes secretos já estão disponíveis. Outros 9 mil devem ser divulgados em fevereiro do ano que vem.
Hungria abre arquivos da era comunista; veja vídeo
A Hungria abriu arquivos secretos da era comunista . Os húngaros podem agora acessar dezenas de milhares de arquivos sobre informantes do regime em um banco de dados público online.