Hipótese de Augusto Aras suceder a Gonet seria um duplo pesadelo

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi beneficiado com a omissão do então procurador-geral da República Augusto Aras , tolerante com o discurso do ódio.

Por Admin ·

Hipótese de Augusto Aras suceder a Gonet seria um duplo pesadelo

Apesar das advertências de membros da cúpula do MPF ( Ministério Público Federal), Aras não investigou Bolsonaro.

Às vésperas do segundo turno, surge a especulação de que Aras poderia voltar a ser PGR numa eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Seria a ressurreição política do procurador-geral que apoiou um governo insensível aos mortos da pandemia.

Um dos principais responsáveis pelo julgamento da trama golpista, Aras tentou até o final do segundo mandato ocupar a cadeira de Paulo Gonet.

Aras não foi citado na denúncia de Gonet sobre a escalada de violência que resultou no vandalismo de 8 de janeiro.

Em carta aberta, 27 subprocuradores-gerais criticaram a passividade de Aras diante dos ataques ao Supremo Tribunal Federal e ao Tribunal Superior Eleitoral.

Oito ex-procuradores-gerais repeliram as insinuações sobre fraudes nas urnas: Raquel Dodge, Rodrigo Janot, Roberto Gurgel, Antonio Fernando, Inocêncio Mártires, Sepúlveda Pertence, Aristides Junqueira e Claudio Fonteles.

Ao longo de sua gestão , Aras negou haver omissão em sua condução do órgão e disse que tinha o compromisso de cumprir a Constituição e as leis.

Procurado pela Folha sobre a possibilidade de retorno ao cargo, Aras não comentou.