O texto, assinado pelo conselho editorial do jornal, afirma que fontes de três países confirmaram as tratativas. A proposta ainda dependeria de uma decisão final. Orbán teria se mostrado receptivo, mas indicado que não pretende entrar na disputa sem estar confiante na vitória. Procurado pelo WSJ, ele não comentou.
Segundo um funcionário do Departamento de Estado ouvido pelo jornal, Rússia e China seriam favoráveis à iniciativa, a julgar por conversas anteriores com Washington. O representante americano avalia que Orbán teria apoio confortável de oito integrantes do Conselho de Segurança da ONU e poderia chegar a dez dos 15 membros do órgão.
A dúvida, nesse cenário, seria a posição de Reino Unido e França , que, assim como as três potências favoráveis à proposta, são membros permanentes do conselho e têm poder de veto. Segundo o WSJ, os dois países costumam ser cautelosos no uso desse recurso.
A ideia surgiu em conversas de autoridades americanas sobre o perfil desejado para o comando da ONU. O nome de Orbán passou a ser citado em diálogos com representantes russos e chineses, que concordaram com a avaliação de Washington.