Gilmar diz que esperava 'postura de árbitro equidistante' do presidente do TSE, em crítica a Kassio

O ministro Gilmar Mendes , decano do STF (Supremo Tribunal Federal), disse em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (2) que esperava, de quem conduz o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), "a postura de árbitro equidistante que a Co

Por Admin ·

Gilmar diz que esperava 'postura de árbitro equidistante' do presidente do TSE, em crítica a Kassio

Gilmar não cita nomes no texto, mas a crítica é direcionada ao presidente do órgão, o ministro Kassio Nunes Marques , com quem já teve desavenças públicas.

"As eleições de 2026 evidenciaram a correção da antiga lição de que as instituições de Estado são maiores do que os membros que as ocupam. Foi o colegiado do Tribunal Superior Eleitoral que assegurou que a disputa transcorresse dentro das regras do jogo democrático", disse o decano, na publicação.

"A institucionalidade, entretanto, não deveria precisar ser resgatada a cada eleição. De quem está na condução do órgão que organiza o pleito espera-se a postura de árbitro equidistante que a Constituição pressupõe", acrescentou.

"Na condução de órgãos de elevada importância, um aspecto precisa ficar claro: silêncios e hesitações não são neutros. Podem abrir espaço para decisões contraditórias, levar outras instâncias a suprir, pelas vias próprias, o que poderia ter sido resolvido desde a origem e servir de pretexto a quem insiste em atacar um sistema eleitoral íntegro e confiável."
"Desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel. A solidez do processo eleitoral, contudo, não pode depender apenas da força do colegiado."

Na eleição, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo, estendeu o horário de votação por duas horas , após pedidos das campanhas de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL). Kassio não havia se manifestado sobre o tema.

A decisão foi usada como justificativa para Flávio dizer que queria anular a votação e alimentou teorias da conspiração, sem fundamentos, de bolsonaristas.