O levantamento ouviu 73 gestores de fundos de ações e multimercado, que apontam perspectivas opostas para a trajetória da Bolsa , do real e dos juros futuros a depender de quem vencer a disputa, Lula ( PT ) ou Flávio Bolsonaro ( PL ).
Em um cenário de vitória de Flávio Bolsonaro, 49,3% dos entrevistados esperam uma valorização superior a 5% do Ibovespa, 48% projetam uma alta mais moderada, de 1% a 5%, e 2,7%, queda de 1% a 5%. No câmbio , 78,1% avaliam que o real pode se valorizar entre 2% e 5% ante o dólar e 9,6%, que o avanço pode ser superior a 5%. Já no mercado de juros, 54,9% acreditam que a taxa do contrato de DI para janeiro de 2029 pode recuar entre 50 e 100 pontos-base.
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Em caso de vitória de Lula, 80% dos gestores esperam uma queda superior a 5% do Ibovespa, enquanto 7% projetam uma baixa entre 1% e 5%. No câmbio, 63% estimam uma desvalorização do real superior a 5% ante o dólar, e 28% preveem uma queda entre 2% e 5%.
No mercado de juros futuros, 67% dos entrevistados esperam um avanço superior a 100 pontos-base na taxa do DI para janeiro de 2029, enquanto 14% projetam uma alta entre 50 e 100 pontos-base.
Movimentos bruscos de queda do Ibovespa podem acionar o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações na Bolsa. Se o índice cair 10% em relação ao fechamento do pregão anterior, as operações são suspensas por 30 minutos. Se, após a reabertura, a queda atingir 15%, a interrupção dura uma hora.
Uma queda expressiva dos ativos domésticos poderia anular os ganhos registrados após o primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou a votação na liderança , com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula, atual presidente.
No pregão seguinte à primeira rodada da eleição , a Bolsa subiu 7,70%, aos 206.911 pontos, em recorde em termos nominais e reais. O dólar, por sua vez, caiu 4,11%, a R$ 5,001, no maior recuo de fechamento desde 2018, quando a moeda havia perdido 5,50% em uma única sessão.
A candidatura de Flávio é associada à perspectiva de um ajuste fiscal mais rigoroso, um dos fatores apontados para a valorização recente da Bolsa e do real.
A expectativa de maior controle da dívida pública tende a reduzir o prêmio de risco exigido pelos investidores para financiar o governo, aliviando a curva de juros futuros. Taxas menores, por sua vez, podem reduzir o custo do crédito para as empresas e melhorar as perspectivas de lucro, favorecendo o mercado acionário.
Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), os candidatos estavam numericamente empatados , com 50% dos votos válidos cada um.