A demanda é mais um capítulo numa queda de braço entre os governos de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que atuaram de forma conjunta na desocupação da antiga comunidade.
No âmbito estadual, o projeto foi liderado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação e pela Companhia de Desenvolvimento Urbano e Habitação (CDHU). No federal, pelo Ministério das Cidades e pela Caixa Econômica Federal .
O processo de reassentamento teve início em 22 de abril de 2025, com a mudança das primeiras famílias, e terminou em 15 de setembro deste ano, quando o último morador deixou o local.
Em acordo firmado em maio de 2025, o governo federal se comprometeu a aportar até R$ 180 mil por unidade habitacional. Já a secretaria estadual complementou com R$ 70 mil, totalizando R$ 250 mil para cada família
O governo Tarcísio afirma que das 465 unidades que pagou, houve o ressarcimento de apenas 98 pela gestão Lula. Faltaria o depósito referente a 367 imóveis, com valor de R$ 69,6 milhões.
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano diz ter oficiado a Caixa para cobrar os repasses e reclama que o órgão federal alega que não é possível efetuar os pagamentos até que as unidades estejam com matrícula atualizada em cartório, o que seria um descumprimento do acordo.