Esse vácuo é interrompido por " O Gatola da Cartola ", que estreia nesta quinta-feira (5). O filme encerra um desconforto de 20 anos entre a Dr. Seuss Enterprises, empresa que gerencia a obra do escritor morto em 1991, e Hollywood. O novo longa tem também a tarefa de atualizar o Gatola para uma nova geração de crianças, além de testar o apelo comercial do personagem em uma indústria mais dependente de franquias consagradas .
Na história original de Seuss, o gato gigante invade a casa de duas crianças entediadas para animá-las. Ele é acompanhado por dois monstrinhos serelepes, Coisa Um e Coisa Dois. Eles fazem uma grande bagunça e arrumam tudo antes da chegada dos pais. No filme, a premissa segue a mesma, mas o Gatola ganha uma história pessoal.
É apresentado um mundo mágico paralelo onde o personagem vive. É para lá que o Gatola vai quando termina de divertir as crianças. Ele trabalha para uma empresa especializada em entreter os pequenos, mas corre o risco de ser demitido por fazer muita bagunça em suas missões, o que gera prejuízo.
Os tempos ficaram difíceis até para o Gatola. Além da cobrança do chefe, as crianças exigem peripécias ainda mais megalomaníacas para desviarem a atenção das telinhas de celular. "Queríamos atualizar a história para os dias de hoje", diz Alessandro Carloni, diretor de "O Gatola da Cartola" ao lado de Erica Rivinoja.