O senador pelo PL do Rio fez jus ao sobrenome. No penúltimo dia como presidente da República, seu pai Jair embarcou para um autoexílio conveniente nos Estados Unidos , tendo fracassado em arregimentar os militares para dar um golpe e fingindo nada ter a ver com a intentona bolsonarista do 8 de Janeiro.
Depois, já bafejado pela condenação inevitável no julgamento daquela trama, cumprindo medida cautelar, Bolsonaro protagonizou o inacreditável episódio em que tentou romper sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda e escapulir da prisão domiciliar.
O ex-deputado Eduardo (PL-SP) foi mais eficaz. Fugiu para os EUA enquanto ainda não estava ao alcance da Justiça, montando um QG de operações contra o Brasil junto ao governo Donald Trump , onde tem na equipe de Marco Rubio ouvidos atentos.
Logrou a execução de uma guerra tarifária que mais prejudicou do que ajudou a pretensão presidencial de seu irmão. A opacidade do seu sustento ainda é tema para escrutínio.
A ele se junta agora Flávio, mas a situação deixada pelo senador é bastante mais complexa. Bolsonaro era o líder maior do campo conservador, claro, mas estava deixando a Presidência quando se evadiu e estava fora do poder quando descobriu a resiliência da tornozeleira que envergava.
Fuga de Flávio é problema para a direita e para Lula
Dois dias após receber 59.826.041 votos, credenciando-se como ator central da direita brasileira, Flávio Bolsonaro comportou-se como culpado dos crimes pelos quais é acusado, optando pela fuga e pela fácil retórica da perseguição política.