Quatro anos depois, mesmo os que criticavam Bolsonaro voltaram a apertar 22, com adesão maciça da chamada "família militar" –integrantes ativos e inativos das Forças Armadas e seus parentes, incluindo pensionistas– à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), até porque do outro lado estava Lula, e o antipetismo segue inabalável na caserna.
O desfecho da campanha de 2026, com outra fuga de um Bolsonaro para os EUA após ser derrotado, nova contestação do resultado eleitoral e uma carta golpista e fantasiosa, provocou uma onda ainda maior de críticas entre seus apoiadores fardados.
Ao mesmo tempo, o governador reeleito de São Paulo , Tarcísio de Freitas ( Republicanos ), que já era o nome favorito dos militares para uma candidatura presidencial, começou a se descolar do bolsonarismo e admitiu, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo , que considera tentar o Planalto ao final de seu novo mandato, em 2030.
Os dois movimentos bastaram para instalar entre militares uma adesão entusiasmada e campanha antecipada pelo governador de São Paulo, capitão da reserva do Exército que trocou a farda pelo serviço público em 2008 e entrou para a política em 2018, para ser ministro de Bolsonaro.
A reportagem ouviu integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, incluindo ex-comandantes de Forças e oficiais que trabalharam em diferentes governos nas duas últimas décadas. Eles falaram sob anonimato, alegando que o momento político continua instável e que suas manifestações poderiam provocar ruídos.