O ministro do Interior, Laurent Nuñez, afirmou que o país terá um "dispositivo de segurança excepcional" e alertou para chances "muito elevadas de perturbações da ordem pública". Segundo ele, autoridades identificaram nas redes sociais diversos chamados para atos violentos, que são atribuídos a grupos da esquerda radical e ao movimento dos Coletes Amarelos , símbolo da revolta contra as políticas do governo.
Nuñez disse que as autoridades terão postura rigorosa diante de eventuais distúrbios. Além dos 70 mil militares, que incluem unidades especializadas, as forças de segurança terão à disposição drones, helicópteros, cães farejadores e veículos blindados para conter possíveis atos criminosos.
O ministro também disse que a celebração do Halloween não será justificativa para esconder o rosto em espaços públicos com o objetivo de cometer atos de vandalismo. Segundo um balanço divulgado por ele, 1.193 militares ficaram feridos desde meados de setembro, quando os atos eclodiram. Ao menos um manifestantes morreu, e mais de 2.700 foram detidos.
Os atos, que provocaram caos no país europeu, são marcados por violência, saques e incêndios . Nuñez chegou a dizer que as autoridades haviam perdido o controle da situação em algumas cidades e apresentou sua demissão ao presidente Emmanuel Macron , que a rejeitou.
Trata-se da terceira convocação de protestos em três semanas. Na primeira, em 17 de outubro , milhares de estabelecimentos comerciais foram saqueados ou depredados, e prédios públicos foram incendiados em cidades como Paris , Lyon e Marselha.
O esquema de segurança também foi reforçado na segunda jornada , em 24 de outubro, quando as manifestações transcorreram, em sua maioria, de forma pacífica, apesar de episódios isolados de violência. Nas duas ocasiões, dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas.
O governo determinou que as concentrações deste sábado sejam feitas fora dos centros urbanos, em áreas periféricas, como ocorreu na semana anterior. Em Paris, a proibição de manifestações no centro da cidade provocou uma disputa judicial entre as autoridades e os organizadores.