Apesar da choradeira de que é um perseguido político, em uma eleição sem sinal de fraude, Flávio deverá ser desmoralizado rapidamente pelos fatos, quando começar a pipocar o resultado de pelo menos três frentes de investigações em curso, que podem mostrar a sua participação em vários crimes.
A mais avançada é a que abarca a ligação de Flávio com Willer Tomaz . Advogado e BFF de Flávio, Willer é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro com bets e envolvimento na operação Sem Desconto, contra fraudes no INSS . Flávio também está sendo investigado no caso do financiamento do filme "Dark Horse".
Ficará mais claro que o projeto "Palácio do Planalto", que contou com o apoio de setores empresariais e bancários de peso no Brasil , tinha o propósito de autoproteção.
Grandes operações da Polícia Federal como Carbono Oculto e Sem Refino podem atingir, ainda que indiretamente, interesses da família Bolsonaro. As ações estariam sujeitas à interferência política se Flávio fosse presidente, como alertaram investigadores em documento que circulou antes das eleições.
As investigações seriam paralisadas. O grupo próximo a Flávio sabia que a coleta de provas, no "siga o dinheiro" dos fluxos de recursos ilícitos, corrupção, lavagem de dinheiro e redes criminosas tinha avançado, sobretudo pela Receita Federal. Por isso, a fuga.
Flávio repete Daniel Vorcaro, que propagava que era perseguido. Depois, o dono do Master foi preso e o tamanho das fraudes ficou conhecido . Virou tóxico.
No caso de Flávio, já se observam setores da direita envergonhada largando a sua mão , com senadores pensando em deixar o PL.
Só não sabemos qual o tamanho das cartas com as quais o senador conta para se proteger nos Estados Unidos e manejar o bolsonarismo raiz no Brasil.