O dado foi aferido pelo instituto, que adotou um modelo para avaliar a propensão ao voto. A iniciativa tem como objetivo aperfeiçoar a radiografia do tabuleiro eleitoral, medindo não apenas a preferência declarada pelo eleitor, mas a sua probabilidade de comparecer à seção de votação.
O modelo é especialmente útil dado o acirramento da disputa em um cenário de abstenção alta, que no primeiro turno ficou em recordistas 21,08%. Nesta pesquisa, Flávio chega à decisão com 51% das intenções de votos válidos e Lula, com 49%, um empate técnico na margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.
Segundo a métrica do Datafolha, duas variáveis são avaliadas no âmbito de uma disputa em que o comparecimento se mostra vital para os rivais: a proximidade do eleitor de seu local de votação e o engajamento dele no pleito do primeiro turno.
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Com isso, é possível avaliar em cruzamento o hábito de voto do eleitor e a facilidade com que ele alcança a urna eletrônica. O resultado pode se aproximar mais da realidade do voto no domingo, com a ressalva óbvia de que se trata de uma fotografia da véspera do pleito, não uma predição do resultado final.
Esse grupo mais inclinado a votar soma 76% do eleitorado, segundo o Datafolha. Já os 24% restantes têm uma inclinação considerada média ou baixa de comparecer às urnas. Entre eles, o placar se inverte, com Lula somando 52% dos válidos e Flávio, 48%.
Usualmente, o petista tem mais dificuldades com o quesito abstenção dado que os segmentos do eleitorado em que sua intenção de voto é maior também são historicamente mais propensos a não ir votar, como entre os menos instruídos, os mais pobres e os nordestinos.