"Eu garanto a vocês que ele não sabe do que está falando", disse Flávio ao jornal. O senador, derrotado por uma diferença de 4,4 milhões de votos no segundo turno, concedeu entrevistas, nos últimos dias, também ao The New York Times e à Folha .
Ao Post, reafirmou, sem apresentar provas, a tese de que houve fraude eleitoral. "Nem eu, nem vocês, nem ninguém que esteja assistindo, nem o presidente do Tribunal Superior Eleitoral pode afirmar com 100% de certeza que não houve fraude."
Nunes Marques confirmou a reeleição de Lula no fim da noite de 25 de outubro, data do segundo turno, após a apuração dos votos. Ele telefonou tanto para Lula quanto para Flávio para comunicar o resultado. A reportagem destaca que o ministro foi indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio.
Na conversa com o Post, Flávio não detalhou planos para o futuro próximo. "Ainda é muito cedo para tomar qualquer decisão definitiva", afirmou. "Mas, obviamente, o que preciso fazer agora é regularizar minha situação imigratória e, bem, pensar no que vou fazer."
Flávio manteve o silêncio acerca da rota que usou para a fuga do Brasil. "Nunca vou falar sobre o caminho que fiz", afirmou, repetindo frase dita ao jornal The New York Times .
O Post citou uma fonte, um integrante da área de segurança brasileira, que disse, sob condição de anonimato, que a polícia investiga se uma rede de agentes americanos, argentinos e israelenses ajudou o senador a deixar o país.
O senador recebeu a equipe do jornal de Washington, capital dos Estados Unidos, em um espaço de coworking em Aventura, ao norte de Miami, na Flórida. O texto afirma que Flávio passa por um choque mental e físico, vivendo em um país onde fala pouco do idioma, sem certeza se conseguirá voltar ao Brasil.
Na entrevista, disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, "está convencido de que o Brasil não é mais uma democracia plena".
Flávio disse ao jornal que um dos motivos para ir aos EUA foi para poder sustentar a tese de fraude sem medo de ser preso.
Como exemplo de que as instituições brasileiras não funcionam, ele citou os caminhos diferentes do pai e de Trump. Os dois contestaram, sem provas, derrotas eleitorais e foram acusados de incitar ataques violentos para tentar reverter o resultado, mas só Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, acabou preso. Trump voltou ao poder.
"As instituições americanas ainda funcionam. Já no Brasil, deixaram de funcionar", disse Flávio.
Flávio Bolsonaro diz que Nunes Marques 'não sabe do que está falando' sobre a eleição
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse ao jornal norte-americano The Washington Post que o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques , "não sabe do que está falando" ao dizer que as eleições no Brasil foram justas e ao reconhecer