Flávio foi intimado pela PF pela manhã a entregar os documentos no prazo de 24 horas. A decisão de Moraes prevê ainda que ele está proibido de se comunicar com Willer Tomaz, advogado que é amigo do senador e investigado por suspeita de lavagem de dinheiro .
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (26), Flávio disse que a motivação da apreensão do passaporte teria sido uma declaração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que afirmou na sexta-feira (23) que o senador deveria deixar o país caso saísse derrotado das eleições .
"Eu nunca falei isso, isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça? (...) Se eu tivesse ganhado as eleições, iria acontecer a mesma coisa? Essa PF iria estar do mesmo jeito, me intimando no meio da rua?", questionou o senador.
De acordo com Flávio, ele foi intimado pela Polícia Federal quando deixava a casa do pai, nesta segunda, em Brasília. Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado pelo Supremo a mais de 27 anos de prisão por ter tentado um golpe em 2022.
Flávio afirmou ainda que nunca pensou em sair do país e que irá entregar seus passaportes. Nota divulgada por sua assessoria de imprensa diz que a decisão deverá ser cumprida em até 24 horas.
O senador é formalmente investigado no inquérito do Supremo que envolve o filme " Dark Horse ", que recebeu ao menos R$ 65 milhões de Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Ele é alvo ainda de um pedido de inquérito que a Polícia Federal enviou ao STF para apurar a suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo seu amigo, o advogado Willer Tomaz, também investigado no caso das fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
O senador também afirmou nesta segunda que irá pedir a cassação da chapa de Lula , alegando que o presidente cometeu abuso de poder político e econômico. No domingo (25), ele havia dito que pediria a anulação do pleito.
No vídeo, Flávio acusa o petista de ter injetado dinheiro público "para fazer a maior compra de votos da história das eleições no Brasil", fala em "um complexo industrial de fake news" e critica a decisão do ministro Cristiano Zanin de prorrogar o horário da votação até as 19h neste domingo.