A competição reunirá 19 equipes de seis confederações , entre os dias 5 e 30 de janeiro . Será a primeira vez que clubes femininos de diferentes continentes disputarão o título em um campeonato mundial nesse formato.
O Brasil chega à estreia com uma representante de peso. O Corinthians , campeão da Libertadores Feminina de 2025, está entre as sete equipes que já conquistaram suas vagas.
A presença brasileira poderá crescer. A América do Sul terá três representantes , e as regras estabelecidas pela FIFA permitem que mais de um clube de um mesmo país participe da competição.
A classificação do Corinthians acompanha uma trajetória de conquistas internacionais. A equipe venceu a Libertadores Feminina em 2023, 2024 e 2025 , consolidando uma sequência de três títulos continentais consecutivos.
Segundo a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), o clube também participou da primeira Copa das Campeãs Feminina da FIFA , em 2026. Na ocasião, venceu o Gotham FC, dos Estados Unidos, na semifinal e enfrentou o Arsenal, da Inglaterra, na decisão, encerrada com vitória inglesa por 3 a 2 após a prorrogação.
Agora, o Corinthians terá a oportunidade de disputar outra competição internacional contra equipes que também se destacaram em seus continentes.
Além do representante brasileiro, estão classificados Arsenal (Inglaterra), Barcelona (Espanha), América (México), Gotham FC (Estados Unidos), Naegohyang (Coreia do Norte) e Wuhan Jiangda (China).
O regulamento reserva três vagas para a América do Sul , mas isso não significa que todas serão ocupadas por clubes brasileiros.
Para as confederações com menos de quatro vagas, a FIFA utilizará um ranking baseado no desempenho dos campeões continentais entre as temporadas encerradas de 2024 a 2027.
A entidade também determinou que não haverá limite de participantes por país na América do Sul. Dessa forma, outros clubes brasileiros poderão conquistar espaço , desde que atendam aos critérios esportivos estabelecidos.
A definição das vagas restantes dependerá da classificação continental. A FIFA ainda trabalhará com as confederações para estabelecer a metodologia do ranking.
A escolha dos Estados Unidos considera a experiência do país na organização de grandes torneios, a infraestrutura esportiva e o interesse pelo futebol feminino.
O país sediou o Mundial de Clubes masculino de 2025 e recebeu partidas da Copa do Mundo masculina de 2026, ao lado de México e Canadá.
No torneio feminino , a Europa terá seis representantes. Ásia, África, América do Sul e Concacaf contarão com três equipes cada, enquanto a Oceania terá uma vaga.
Para as torcedoras e os torcedores brasileiros, a primeira participação já está assegurada. Resta acompanhar a definição das 12 vagas ainda disponíveis e descobrir se o Corinthians terá companhia nacional na disputa pelo título mundial.