Mas os eleitores podem se decepcionar. Uma mudança na composição partidária do Congresso terá pouco impacto sobre um processo de formulação de políticas públicas conduzido por decretos presidenciais, em que parlamentares republicanos se submetem às vontades do presidente e os democratas não apresentam soluções relevantes para os problemas econômicos mais urgentes do país.
A principal preocupação da população é o custo de vida , começando pelo impacto dos preços provocado pelas tarifas de Donald Trump e pela guerra no Oriente Médio . O Congresso poderia tentar recuperar a autoridade para definir tarifas, que transferiu ao Poder Executivo há nove décadas. Mas Trump vetaria qualquer projeto nesse sentido.
Da mesma forma, o Congresso poderia aprovar uma resolução sobre poderes de guerra exigindo o fim das hostilidades no Oriente Médio . Com o tempo, isso reduziria os preços da gasolina e do diesel. Mais uma vez, porém, um presidente zeloso de suas prerrogativas vetaria a proposta, e o assunto estaria encerrado.
A saúde é outra questão urgente. Seguradoras propuseram um aumento mediano de 15% nos preços dos planos oferecidos pelo mercado de seguros de saúde do Obamacare, nome popular da Affordable Care Act (Lei de Cuidados de Saúde Acessíveis).
Os subsídios temporários destinados a pessoas de renda média que contratavam esses planos expiraram. Indivíduos saudáveis estão deixando de contratar seguros, o que eleva ainda mais os prêmios cobrados dos que permanecem.
Eliminar a multa aplicada a quem optava por não ter plano de saúde —uma medida criada justamente para resolver o problema da saída de segurados— foi uma das principais iniciativas do primeiro mandato de Trump. Boa sorte a quem tentar restabelecê-la antes do fim de seu segundo mandato.