Fabricante realiza testes com aeronave enquanto aguarda certificação de órgão regulador
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São Paulo A startup brasileira Flybis fechou acordo com a Eve, da Embraer , para aquisição de até 12 eVTOLs (aeronaves de pouso e decolagem na vertical, também conhecidas como carros voadores). O acordo inclui dois pedidos firmes e direitos de compra para dez unidades adicionais.
Com as aeronaves, a empresa prevê fazer voos entre cidades como Navegantes (SC), Balneário Camboriú (SC) e Florianópolis e prestar serviços turísticos no Rio Grande do Sul, em destinos como Gramado e Bento Gonçalves.
O anúncio desta quarta-feira (4) segue a carta de intenção de compra divulgada pelas companhias já em 2022.
"O Sul do Brasil abriga uma alta demanda por conexões de mobilidade aérea urbana, combinando forte atividade turística e de negócios . Junto com a FlyBIS, continuaremos trabalhando para preparar o ecossistema para operações de eVTOL seguras, eficientes e sustentáveis na região", escreveu o CEO da Eve, Johann Bordais, em nota a jornalistas.
A Eve realiza testes com seu modelo de eVTOL enquanto aguarda a certificação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), etapa necessária para garantir a operação comercial da aeronave.
Em agosto, a empresa realizou o primeiro voo da fase de transição do carro voador, previsto para começar a ser entregue em 2028. Durante o ensaio, a hélice propulsora traseira foi ativada, e o veículo fez a transição do voo vertical para o voo horizontal. Antes, a aeronave estava fazendo, apenas, voos pairados.
A transição para o voo horizontal é uma das fases mais críticas da operação do eVTOL. Segundo a empresa, a conclusão do teste de transição representou um avanço significativo nos esforços para validar o desempenho dos sistemas da aeronave.
Depois de alguns adiamentos, a Eve prevê que os eVTOLs começarão a ser entregues em 2028.
Em junho, o CEO da Eve, Johann Bordais, disse que a empresa analisa a possibilidade de desenvolver no futuro uma nova versão do eVTOL com tecnologia híbrida, ou seja, que seja movido a eletricidade e a combustível.
Segundo o executivo, um modelo híbrido aumentaria o alcance do veículo, possibilitando o uso da aeronave para trajetos de maior distância. A aeronave que está sendo desenvolvida pela companhia atualmente tem alcance previsto de 100 km.