Estudos mostram que cérebro dos recém-nascidos é mais consciente do que se imaginava

O cérebro dos recém-nascidos pode ser muito mais consciente do que os cientistas imaginavam. Novos estudos mostram que, desde os primeiros dias de vida, os bebês apresentam atividades cerebrais associadas à percepção do mundo, conseguem ide

Por Admin ·

Estudos mostram que cérebro dos recém-nascidos é mais consciente do que se imaginava

O cérebro dos recém-nascidos pode ser muito mais consciente do que os cientistas imaginavam. Novos estudos mostram que, desde os primeiros dias de vida, os bebês apresentam atividades cerebrais associadas à percepção do mundo, conseguem identificar mudanças em sons e possuem redes neurais semelhantes às encontradas em adultos acordados.As descobertas foram reunidas em uma reportagem publicada no último domingo (25), que apresenta pesquisas realizadas por cientistas de instituições como a Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e o Trinity College Dublin, na Irlanda. Os resultados reforçam a possibilidade de que a consciência comece a se desenvolver ainda antes do nascimento.Embora os pesquisadores ainda não saibam exatamente quando a consciência surge, os resultados mostram que os bebês não apenas reagem automaticamente aos estímulos. O cérebro já realiza processos complexos que podem ajudar os recém-nascidos a perceber o ambiente e estabelecer conexões com as pessoas ao redor, de acordo com a PubMed.Bebês conseguem perceber mudanças nos sonsUma das descobertas mais interessantes envolve a capacidade dos recém-nascidos de identificar sons inesperados.Em um experimento realizado na Alemanha, cientistas colocaram bebês em berços equipados com sensores capazes de detectar pequenas alterações na atividade cerebral.Os pesquisadores reproduziram sequências de sons graves e agudos. Quando a ordem era modificada, o cérebro dos recém-nascidos apresentava uma resposta específica.Esse tipo de reação também é observado em adultos conscientes quando percebem algo inesperado.A pesquisadora Claudia Passos-Ferreira, da Universidade de Nova York, explicou que o resultado mostra como o cérebro dos recém-nascidos já consegue realizar determinados processos de maneira semelhante ao cérebro adulto.Isso não significa que os bebês tenham o mesmo nível de consciência de uma pessoa mais velha, mas oferece uma pista importante sobre o desenvolvimento cerebral.Leia mais notícia boa sobre criançasMenino de 9 anos divide lanche com homem do lado de fora do McDonald’s e emociona a mãe; vídeoConseguiu! Menino se equilibra após várias tentativas na fisioterapia e sorriso dele emociona; vídeoProfessor treina para correr 5 km com aluna cadeirante e a leva nos braços até a chegada; vídeoCérebro dos recém-nascidos apresenta conexões surpreendentesOutra descoberta veio do Developing Connectome Project, um grande projeto científico realizado em Londres.Os pesquisadores desenvolveram adaptações em equipamentos de ressonância magnética para examinar o cérebro de centenas de bebês, incluindo recém-nascidos.Durante os exames, os cientistas observaram a atividade de diferentes regiões cerebrais e investigaram como elas se comunicavam.A neurocientista Lorina Naci, do Trinity College Dublin, e a equipe identificaram redes de atividade coordenada semelhantes às encontradas em adultos acordados.Nos adultos, esse tipo de comunicação entre diferentes áreas do cérebro é considerado um dos possíveis indicadores da consciência.A presença dessas redes nos primeiros dias de vida sugere que o cérebro infantil já possui uma organização mais sofisticada do que se acreditava.Pesquisa mostra que cérebro se prepara para reconhecer rostos antes do nascimentoUm estudo divulgado pela Universidade Yale em 13 de outubro de 2026 trouxe outra descoberta importante.Os pesquisadores identificaram que uma rede cerebral relacionada ao processamento de rostos e interações sociais começa a se organizar ainda no terceiro trimestre da gravidez.Essa capacidade é importante porque ajuda os bebês a prestar atenção em rostos, expressões e movimentos das pessoas que cuidam deles.A professora Katarzyna Chawarska explicou que reconhecer sinais sociais, como sorrisos, contato visual e vocalizações, é essencial para o vínculo entre recém-nascidos e cuidadores.A descoberta reforça que parte da preparação do cérebro para interagir com o mundo acontece antes mesmo do nascimento.Cientistas ainda investigam quando a consciência começaApesar dos avanços, a ciência ainda não conseguiu determinar o momento exato em que um bebê começa a ter experiências conscientes.A consciência envolve a capacidade de perceber o ambiente e ter experiências subjetivas, algo difícil de avaliar em recém-nascidos, que ainda não conseguem falar ou explicar o que sentem.Por isso, os pesquisadores analisam diferentes sinais, como atividade cerebral, respostas a estímulos e conexões entre regiões do cérebro.Uma pesquisa com especialistas em consciência infantil, publicada em 2026, mostrou que 75% dos participantes consideram que recém-nascidos normalmente possuem alguma forma de consciência.Os cientistas também destacam que a consciência infantil provavelmente é diferente da adulta e continua se desenvolvendo ao longo da infância.As novas descobertas ajudam a compreender melhor o desenvolvimento humano e mostram que, mesmo antes de aprender a falar ou caminhar, os bebês já possuem um cérebro surpreendentemente ativo.