A experiência r euniu universitários e mulheres atendidas por ateliês comunitários da capital cearense. Enquanto os alunos contribuíram com o planejamento e a organização do evento, as profissionais tiveram a oportunidade de apresentar ao público roupas produzidas por elas mesmas.
O desfile integrou uma parceria com a Prefeitura de Fortaleza e fez parte das atividades da disciplina Gestão, Empreendedorismo e Sustentabilidade , ministrada pela professora Roselene Couras.
A proposta também trouxe uma experiência diferente para os universitários: o trabalho prático substituiu as provas tradicionais , permitindo que os conhecimentos adquiridos em sala de aula fossem aplicados em uma atividade social.
O envolvimento dos alunos começou antes da apresentação. Eles participaram de decisões sobre a estrutura da passarela, a escolha das músicas e a organização da entrada das participantes, além de colaborar com o acolhimento das mulheres durante o evento.
Essas tarefas colocaram os estudantes diante de situações reais de planejamento, comunicação e trabalho em equipe. Ao mesmo tempo, contribuíram para que as costureiras apresentassem suas peças em um evento estruturado.
A professora Roselene Couras explico u à Unifo r que a disciplina utiliza atividades de extensão como forma de avaliação. Nesse modelo, os alunos precisam realizar entregas práticas relacionadas aos conteúdos estudados, em vez de depender apenas de exames escritos.
Uma das participantes foi Samara, estudante de Moda , que enviou uma mensagem à professora agradecendo pela experiência e destacando a alegria de conhecer o trabalho das mulheres.
As protagonistas da passarela foram mulheres dos ateliês comunitários dos conjuntos José Walter e Palmeiras. Elas desenvolveram a coleção Flor de Mandacaru , inspirada na identidade nordestina e confeccionada com tecidos doados pela Feira Nacional do Comércio e Artesanato do Ceará (Fenacce) 2025.
Segundo a Prefeitura de Fortaleza, todo o processo de produção das roupas ficou sob responsabilidade das próprias costureiras. As peças reuniram técnicas como crochê , bordado e fuxico, valorizando conhecimentos tradicionais.
A apresentação ocorreu em 26 de setembro , durante a programação de inauguração da Sala de Costura Criativa Inclusiva, na Cidade da Criança, no Centro de Fortaleza.
O espaço foi concebido para oferecer formação em costura e oportunidades de produção, especialmente para mães de crianças atípicas. A proposta prevê atividades educativas para os filhos enquanto as mulheres participam da capacitação.
Para as profissionais, a participação dos universitários contribuiu para a apresentação pública de seu trabalho. Para os estudantes, a experiência funcionou como uma atividade acadêmica concreta. O desfile deu visibilidade às costureiras , mas ainda não há dados publicados que permitam afirmar que a ação tenha gerado vendas ou renda adicional.