Comitê de busca inclui professores da unidade e os ex-alunos Candido Bracher e Priscila Cruz
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Brasília A Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) está em busca de um novo diretor.
A unidade, com cerca de 4.000 alunos , tem um processo diferente: a seleção é aberta para professores da casa, mas também para profissionais de fora da instituição, inclusive de outros países, desde que cumpram as qualificações exigidas.
Esse tipo de seleção é pouco comum entre as principais instituições de ensino superior do Brasil, mas é prática comum em universidades de vários países, como nos Estados Unidos.
A FGV-EAESP é a melhor escola privada de administração do país, de acordo com a última edição do RUF (Ranking Universitário Folha) , e a 8ª no ranking geral dessa carreira.
A escola está em busca de profissionais com sólida carreira acadêmica, experiências internacional e de gestão, de acordo com o edital de seleção. Os candidatos serão analisados por um comitê de busca, que analisará os currículos e fará entrevistas.
"Inovamos agora em uma questão, e estamos divulgando também na comunidade internacional", diz a professora Maria Tereza Leme Fleury, que preside o comitê. A docente foi diretora da escola entre 2008 e 2015, após ser escolhida no primeiro processo seletivo desse tipo.
"Estamos procurando um perfil de excelência acadêmica, mas também com experiência em gestão. Porque é necessário que a unidade tenha sustentabilidade e entregue resultados para a fundação", diz ela.
Ainda fazem parte do comitê os professores da FGV Maria José Tonelli e Marco Antônio Teixeira, e dois ex-alunos: o ex-CEO do Itaú Candido Bracher, que é colunista da Folha , e a presidente do movimento Todos pela Educação , Priscila Cruz.
Os candidatos têm até o dia 13 de novembro para submeter seus currículos. Depois haverá entrevistas com o comitê.
A nova gestão sucederá o professor Luiz Artur Ledur Brito. Os requisitos básicos incluem a titulação mínima de doutor, produção acadêmica relevante, experiência em gestão acadêmica, institucional ou em projetos de relevância equivalente, atuação profissional reconhecida pela comunidade acadêmica nacional e internacional, além de fluência em inglês.
O comitê já recebeu cerca de 20 postulações ao cargo, e há inscritos dos Estados Unidos e da Europa. "É imprescindível que seja também fluente em português", avisa Leme Fleury. A conclusão do processo está prevista para janeiro de 2027.
Fundada em 1954, a FGV-EAESP é a primeira escola de negócios do Brasil, acumula acreditações internacionais e integra uma rede global de parcerias acadêmicas. A escola oferece cursos de administração, administração pública e ciências contáveis, com programas de mestrados e doutorado.
O processo seletivo pode ser acessado aqui .