Em contrapartida, o maior número já registrado de satélites ativos na órbita de Marte, um dos planetas mais bem explorados do nosso Sistema Solar, é de oito.
A partir de 2021, eram três da Nasa , dois da Agência Espacial Europeia (ESA) e um de cada uma das seguintes instituições: Organização de Pesquisa Espacial da Índia; Agência Espacial dos Emirados Árabes Unidos; e Administração Espacial Nacional da China.
O mais antigo destes satélites ainda é o 2001 Mars Odyssey, que já passou 25 anos no espaço, com o Mars Express (23 anos) e o Mars Reconnaissance Orbiter (20 anos) logo atrás.
Mas, em dezembro de 2025, a Nasa perdeu contato com sua sonda Maven, reduzindo o número total de satélites ativos para sete e o da agência americana, para dois.
A causa da perda da Maven ainda não foi divulgada publicamente, e a Nasa declarou oficialmente o fim da missão em junho de 2026. Um relatório final sobre a causa da perda deve ser divulgado ainda neste ano.
A Nasa está explorando possíveis soluções para complementar a frota atual de sonda na órbita de Marte . Em setembro de 2026, a agência espacial americana selecionou a Blue Origin, de Jeff Bezos , para fornecer um satélite de telecomunicações para Marte até 31 de dezembro de 2028.
Esses satélites são importantes porque futuras missões contarão com eles para se comunicar com a Terra e selecionar locais seguros para pouso em Marte. Cientistas planetárias como eu contam com os dados coletados nas últimas décadas para aprender mais sobre nosso vizinho vermelho.
A sonda Mars Atmosphere and Volatile EvolutioN, ou Maven chegou a Marte em 2014, tornando-se o orbitador mais novo da Nasa. Ela foi a mais nova da família internacional de sondas marcianas apenas por um breve período, já que a sonda Mars Orbiting Mission da agência espacial indiana chegou alguns dias depois.
Quanto mais tempo um satélite permanece no espaço, maior é o impacto sobre ele deste ambiente hostil —desde oscilações extremas de temperatura até a radiação solar. A Maven, no entanto, parecia estar em boas condições até que deixou de enviar um sinal de rádio –um sinal de problema– após reaparecer de trás do planeta.
O que quer que tenha acontecido com a Maven em dezembro passado, essa foi apenas a segunda vez no século 21 que a Nasa perdeu contato com um orbitador durante operações que, de outra forma, seriam rotineiras. A outra vez foi em 2006, com o Mars Global Surveyor, que a Nasa acabou perdendo provavelmente devido a problemas com comandos de software enviados.
A comunidade de exploração marciana, da qual faço parte, aguarda ansiosamente para entender por que um terço da frota marciana da Nasa perdeu contato aparentemente da noite para o dia. Essa perda encerra um histórico brilhante de quase duas décadas de missões que terminavam na data prevista, e não antes.