Entidades brasileiras pedem investigação da Meta ao Congresso dos EUA

O IVH (Instituto Vladimir Herzog) e a organização CTRL+Z acionaram o Congresso dos Estados Unidos para pedir uma investigação sobre suspeitas de favorecimento da Meta à candidatura de Flávio Bolsonaro ( PL ) nas eleições . Em carta enviada

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Entidades brasileiras pedem investigação da Meta ao Congresso dos EUA

O IVH (Instituto Vladimir Herzog) e a organização CTRL+Z acionaram o Congresso dos Estados Unidos para pedir uma investigação sobre suspeitas de favorecimento da Meta à candidatura de Flávio Bolsonaro ( PL ) nas eleições .

Em carta enviada nesta quarta-feira (21), às vésperas do segundo turno, as entidades pedem que parlamentares americanos cobrem explicações da empresa sobre restrições a conteúdos favoráveis a Lula ( PT ), diferenças no funcionamento de ferramentas de inteligência artificial e anúncios eleitorais financiados do exterior.

O documento cita 1.121 relatos de usuários reunidos pela CTRL+Z sobre bloqueios de contas, restrições de funcionalidades e redução de alcance nas plataformas digitais. Segundo a organização, os episódios atingiram principalmente perfis de apoio a Lula, além de jornalistas, comunicadores independentes e entidades da sociedade civil.

A carta também menciona um levantamento do NetLab, laboratório da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que identificou 1.613 anúncios político-eleitorais impulsionados a partir do exterior nas plataformas da Meta entre julho e setembro deste ano. Segundo a pesquisa, as páginas responsáveis estavam localizadas principalmente nos Estados Unidos, mas também em países como Itália, México, Bangladesh e Colômbia.

As entidades pedem que o Congresso americano solicite informações sobre os responsáveis pelos pagamentos e os mecanismos usados pela empresa para identificar e impedir propaganda eleitoral irregular. Também reivindicam a preservação de registros digitais e a realização de auditorias independentes nos sistemas de recomendação, moderação de conteúdo e inteligência artificial.

A iniciativa ocorre após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinar que a Meta assegure tratamento isonômico às candidaturas presidenciais. Na sexta (14), o ministro Marco Aurélio Bellizze ordenou que a empresa impedisse restrições discriminatórias à distribuição de conteúdos e às recomendações nas plataformas. A decisão foi confirmada por unanimidade pelo plenário do tribunal no dia seguinte.

Na segunda-feira (19), o TSE deu novo prazo de 24 horas para que a empresa comprovasse o cumprimento da ordem e elevou para R$ 1 milhão a multa diária em caso de descumprimento.