Empresário conhecido como Rei da Sucata é preso sob suspeita de lavar dinheiro para o CV

Agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro prenderam o empresário Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara, conhecido como Rei da Sucata. Ele foi detido neste sábado (8) em uma joalheria no shopping Cidade Jardim, na zona sul de São Paulo .

Por Admin ·

Empresário conhecido como Rei da Sucata é preso sob suspeita de lavar dinheiro para o CV

Segundo a polícia, Alcântara é suspeito de utilizar uma estrutura empresarial de reciclagem para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

A Folha não conseguiu localizar a defesa de Alcântara.

Em nota, a polícia afirmou que o empresário "usava uma companhia de metais para repassar R$ 4,6 milhões a operador financeiro do traficante Antônio Ilário Ferreira, o 'Rabicó'".

A ação foi realizada em conjunto com o Grupo de Segurança Institucional do Ministério Público de Minas Gerais e contou com o apoio do Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Segundo a polícia, as investigações identificaram uma estrutura interestadual de movimentação e ocultação de recursos ligada a Rabicó, que atua no Complexo do Salgueiro , em São Gonçalo, no Rio.

A prisão do Rei da Sucata é um desdobramento da Operação Contenção, de maio deste ano. Na ocasião, 24 pessoas foram presas. A polícia identificou movimentações financeiras superiores a R$ 453 milhões. Alcântara estava foragido desde então.

Empresas do ramo de reciclagem, sucatas e metais teriam sido utilizadas para movimentar valores provenientes do tráfico, por meio de contas bancárias, depósitos fracionados em espécie e transferências entre pessoas físicas e jurídicas sem relação econômica aparentemente compatível.

Segundo a polícia, os "recursos percorriam uma rede de empresas e pessoas interpostas antes de serem reinseridos na economia formal".'

O dinheiro oriundo do tráfico de drogas, diz a polícia, "não circulava apenas por contas diretamente ligadas aos integrantes da facção, mas também por negócios aparentemente regulares, especialmente dos setores de reciclagem, sucatas e metais".

A prisão de Alcântara é resultado de cinco meses de investigações e monitoramento. Antes de retornar ao Brasil no início de outubro, o empresário chegou a viajar aos Estados Unidos, onde permaneceu foragido. O nome dele constava na lista de procurados da Interpol.