Nunca perguntei aos meus colaboradores em quem votaram. Também não acredito que precisem me contar. O voto é individual, secreto e pertence a cada pessoa. Dentro da empresa, o que espero é responsabilidade, respeito, entrega e compromisso com o trabalho.
Essa discussão não é pequena. O Ministério Público do Trabalho informou que recebeu 2.250 denúncias de assédio eleitoral em 2026, até 27 de outubro. Entre as situações relatadas estão ameaças de demissão, constrangimentos e represálias relacionadas ao voto ou à preferência política. Quando uma relação de poder entra na urna junto com o trabalhador, alguma coisa saiu do lugar.
Sou empresária e tenho minhas convicções. Elas não desaparecem quando entro na empresa. O que muda é a responsabilidade que tenho diante de quem trabalha comigo. Posso discordar profundamente de uma escolha política e, ainda assim, reconhecer um bom profissional. Se uma pessoa cumpre suas responsabilidades, respeita a equipe e entrega resultado, por que eu usaria o voto dela como medida de competência?