Se alguém ainda esperava algo diferente de uma vontade férrea por trás da fala mansa, provavelmente caiu do cavalo. Mas a visita do pontífice ao Uruguai , à Argentina e ao Peru também tem uma série de outras dimensões simbólicas e práticas.
A combinação de destinos confirmada pela comitiva papal deve funcionar, ao mesmo tempo, como 1) um microcosmo dos desafios que o papado enfrenta nos últimos anos, 2) o retorno triunfal de um filho adotivo ao lar e 3) uma espécie de pagamento das dívidas deixadas pelo papa Francisco , antecessor e mentor do primeiro pontífice estadunidense.
Começando pelo último item, Jorge Bergoglio jamais voltou ao seu país natal depois de se tornar o primeiro papa argentino (e também o primeiro oriundo do continente americano) em 2013. As razões para que o retorno não tenha ocorrido nunca ficaram totalmente claras, mas caberá ao americano Robert Prevost, seu sucessor, pagar parte dessa dívida pontifícia.