Por O GLOBO, com agências internacionais — Washington
30/10/2026 11h18 Atualizado 30/10/2026 12h21
Christa Pike, que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, nos Estados Unidos , há um mês, afirmou que ainda sente dores físicas e psicológicas e enfrenta dificuldades para falar. Em sua primeira manifestação pública desde o procedimento malsucedido, a americana, de 50 anos, disse que está se recuperando, mas ressaltou que isso não significa que esteja bem.
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“Não houve um único momento, desde aquela noite, em que eu não tenha sentido dor. Meu corpo dói. Meus braços doem. Minhas mãos doem. Minha garganta dói. Ainda tenho dificuldade para falar”, disse Pike em uma declaração escrita, ditada a seus advogados. “E a dor não é apenas física. Há dor em minha mente e em minha alma.”
Pike foi hospitalizada depois de sobreviver à aplicação de duas doses de pentobarbital, substância utilizada em execuções por injeção letal. O procedimento ocorreu em 30 de setembro, quando as autoridades do Tennessee tentaram executá-la pela morte de sua colega de turma Colleen Slemmer, espancada e esfaqueada em 1995.
Após a tentativa, Pike precisou de ventilação mecânica, e seus advogados chegaram a acreditar que ela não sobreviveria. A americana, no entanto, acordou e começou a falar e a caminhar com ajuda.
Segundo o depoimento, Pike estava "preparada para morrer" durante a execução, mas acabou "acordando sozinha em um hospital, confusa e sentindo dor".
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De acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte (Death Penalty Information Center), ela é a única pessoa a sobreviver à aplicação de substâncias químicas letais durante uma execução.
A americana agora enfrenta uma longa batalha judicial para tentar impedir uma segunda tentativa de execução. Após dez dias internada, ela foi transferida de volta à prisão no início de outubro, onde continua recebendo atendimento médico, segundo seus advogados.
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Pike também relatou que permanece praticamente isolada na ala médica do presídio.
"Desde aquela noite, tenho ficado praticamente isolada na ala médica da prisão, longe de outras pessoas e dos vínculos humanos que significam tanto para mim. Esse isolamento traz um tipo próprio de sofrimento. Passei 28 anos em confinamento solitário, e grande parte do que estou vivendo hoje é uma repetição daquela condição", afirmou.
Após a execução malsucedida, o governador republicano do Tennessee, Bill Lee, determinou uma investigação para apurar o que deu errado durante o procedimento. Ele também adiou por tempo indeterminado outra execução prevista para este ano.
O episódio provocou indignação na família de Slemmer. Parentes da vítima afirmaram que a atenção dada à recuperação de Pike acabou desviando o foco da mulher assassinada em 1995.
— Acho que o estado me deve um grande pedido de desculpas — disse May Martinez, mãe de Slemmer, em entrevista à WTLV, afiliada da emissora CNN, neste mês.
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Lee, por sua vez, afirmou nesta semana, em Nashville, que não pretende comutar a pena de Pike.
— Ela continua presa de acordo com as leis do estado do Tennessee. Suspeito que sua sentença continuará a mesma de antes, a menos que os tribunais decidam o contrário — declarou, segundo a WSMV, outra afiliada da rede americana.
Mais uma vez, Alexandre de Moraes deu vazão à sua índole autoritária e se precipitou, a não ser que a PF tivesse informações de que o plano de fuga estivesse sendo armado.
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