Serão pelo menos sete deles na próxima legislatura após a eleição de novos cinco representantes: Darializa Avila Chevalier e Claire Valdez por Nova York; Melat Kiros pelo Colorado; Donavan McKinney pelo Michigan; e Chris Rabb pela Pensilvânia.
Até as midterms desta terça-feira (3), somente duas deputadas em Washington pertenciam à corrente: Alexandria Ocasio-Cortez (mais conhecida como AOC), 37, que representa o estado de Nova York e agora foi reeleita para um quinto mandato, e Rashida Tlaib, 50, que representa o Michigan e também foi reeleita nestas midterms.
Analistas têm atribuído parte do crescimento da corrente à relevância da figura do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani , também ele um socialista democrata que tem atuado como uma espécie de puxador de votos. Ele foi eleito em 2025 com 50,8% dos votos e assumiu o cargo em janeiro passado.
Em entrevista à rede pública NPR logo após os primeiros resultados, Mamdani disse que "a América elegeu uma nova classe de lideranças". Afirmou que a noite era histórica para os democratas socialistas e que as midterms mostram o poder dos eleitores da classe trabalhadora.
Os socialistas democratas são uma corrente criada em 1982 na cidade de Detroit, no Michigan, após a fusão de outras duas organizações com o mesmo tinte. Dizem que "o capitalismo é um sistema concebido pela classe proprietária para explorar o restante de nós em benefício próprio".
Assim, afirmam que o sistema que tem os EUA como principal personagem deve ser substituído pelo socialismo democrático, que descrevem como "um sistema no qual as pessoas comuns tenham voz real em seus locais de trabalho, em seus bairros e na sociedade como um todo".
Defendem-se das comparações com regimes socialistas de caráter ditatorial que já existiram e ainda existem, afirmando que deixam "na lata de lixo da história as concepções autoritárias de socialismo".