As pesquisas apontavam para uma Câmara dos Representantes quase garantida para os democratas —feito confirmado pela projeção da CNN ainda na noite desta terça-feira . As pesquisas para o Senado também apontavam tendência de conquista da oposição, mas com disputas mais acirradas.
O resultado surpreendeu até os democratas mais otimistas. Até 0h desta quarta-feira (4), no horário de Brasília, a oposição a Trump garantia 45 cadeiras do Senado, entre elas a da Carolina do Norte, uma virada já esperada em comparação com 2024, e Carolina do Sul, uma grande supresa.
O estado, que não elege um democrata para o Senado desde 1998, teve uma eleição mais competitiva do que o esperado entre a democrata Annie Andrews e a republicana Darline Graham. Na véspera da votação, o Cook Political Report classificava a disputa como favorável aos republicanos , mas não como uma vitória garantida, em um sinal de que a oposição ganhava espaço mesmo em territórios tradicionalmente conservadores.
A expectativa de uma onda democrata marcou a reta final da campanha. A oposição buscava transformar a insatisfação com o custo de vida, a economia e as políticas do presidente em uma vitória eleitoral capaz de reduzir o poder de Trump no Legislativo.
A Flórida, que se consolidou como um dos principais redutos republicanos dos Estados Unidos, também chamou a atenção durante a apuração. Trump venceu no estado por mais de 13 pontos percentuais em 2024, e os republicanos ocupavam 20 das 28 cadeiras da Flórida na Câmara dos Representantes antes das eleições.
Em maio deste ano, o governador republicano Ron DeSantis sancionou um novo mapa eleitoral que ampliou de 20 para 24 o número de distritos vencidos por Trump na eleição presidencial de 2024, em uma tentativa de favorecer seu partido na disputa pelo Congresso.
Apesar da mudança, a democrata Kathy Castor conseguiu se reeleger no 14º distrito, na região de Tampa, que havia sido redesenhado para favorecer os republicanos. O novo mapa transformou uma cadeira antes considerada segura para os democratas em uma disputa competitiva, em um território onde Trump teria recebido 54% dos votos em 2024.