Eleições têm viradas em dois estados, além da disputa presidencial

A disputa pelos governos estaduais teve viradas do primeiro para o segundo turno em duas das seis unidades da federação que tiveram eleição para governador neste domingo (25). Os candidatos que ficaram no primeiro turno numericamente atrás

Por Admin ·

Eleições têm viradas em dois estados, além da disputa presidencial

O resultado referendou a onda de direita e as disputas polarizadas registradas no primeiro turno, quando 21 governadores foram eleitos sem a necessidade de uma segunda rodada de votação. Foi a eleição com maior número de eleitos já no primeiro turno neste século.

A principal reviravolta na eleição deste ano aconteceu no Tocantins, onde o deputado federal Vicentinho Júnior ( PSDB ) superou a senadora Professora Dorinha ( União Brasil ). Com 100% das urnas apuradas, o candidato vitorioso teve 64,52% dos votos válidos, ante 35,48% da adversária.

No primeiro turno, Dorinha largou na frente ao alcançar 45,52% dos votos, contra 43,94% de Vicentinho. Ou seja, a senadora teve uma perda de cerca de 10 pontos percentuais entre um turno e outro.

Dorinha foi apoiada pelo governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e, neste segundo turno, foi endossada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). No primeiro turno, ela havia permanecido neutra em relação à eleição nacional. Vicentinho apoiou Flávio, mas sem contrapartida do presidenciável.

O vice-governador Laurez Moreira, que ficou em terceiro lugar com 8,24% dos votos, anunciou apoio ao tucano no segundo turno.

No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) teve 50,77% dos votos, ante 49,23% de Allyson Bezerra (União Brasil) e saiu vitorioso nas urnas.

Na primeira rodada de votação, em 4 de outubro, Allyson havia saído na frente por margem estreita: teve 36,94% dos votos, ante 36,16% do petista. A diferença foi de pouco mais de 15 mil votos.

Allyson permaneceu neutro na disputa presidencial do primeiro turno, mesmo com o apoio de seu partido a Flávio.

Terceiro colocado na primeira votação, Álvaro Dias (PL) não apoiou nenhum dos dois candidatos. Disse ter "ideias diametralmente opostas" a Cadu de Lula, mas classificou Allysson como um "péssimo gestor" quando foi prefeito de Mossoró.

Cadu, por sua vez, buscou explorar ao máximo o vínculo com Lula, que participou de um ato de campanha em Natal. Ao mesmo tempo, intensificou as articulações com prefeitos no interior, inclusive aqueles que apoiaram o candidato do PL.

Desde as eleições de 1990, aconteceram 35 viradas entre o primeiro e o segundo turno em eleições para governo estaduais. O recorde foi em 1994, quando foram seis viradas no segundo turno.

Nas eleições de 2022, as viradas aconteceram em quatro estados: Rio Grande do Sul, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Sergipe, resultado que consolidou na época as vitórias de Raquel Lyra, Eduardo Leite, Eduardo Riedel, todos na época no PSDB, e de Fábio Mitidieri, do PSD.