Isso porque as premissas estratégicas que sustentam a política israelense foram reforçadas pelos ataques de 7 de outubro de 2023 contra comunidades do sul de Israel, perpetrados pelo grupo terrorista Hamas , e pelas guerras em Gaza , no Líbano e no Irã.
Na verdade, Israel pode endurecer sua política de segurança, disseram os analistas, já que uma vitória do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu , com o apoio de parceiros de coalizão da extrema direita, poderia encorajá-lo a intensificar a guerra contra o Irã , ampliar o controle israelense sobre a Cisjordânia ocupada e relegar ainda mais a diplomacia a segundo plano.
A doutrina de segurança de Israel agora se apoia em três pilares: enfraquecer o Irã, manter zonas-tampão para além de suas fronteiras e usar a força para dissuadir inimigos.
A verdadeira divergência está mais no grau do que no rumo —com que agressividade Israel conduz suas guerras, até onde expande os assentamentos judaicos na Cisjordânia e se algum líder optará pela diplomacia, disseram os analistas.
De Teerã a Riad, a eleição de terça não é vista como um possível ponto de virada, mas como um teste para saber se o Oriente Médio está entrando em um longo período de confronto, no qual as guerras arrefecem e recrudescem enquanto os conflitos subjacentes permanecem sem solução.
"Se Netanyahu for eleito, fará tudo o que achar que deve fazer", disse Aviv Bushinsky, ex-assessor do premiê. "A expansão dos assentamentos continuará. As guerras contra o Irã, o Hamas e o Hezbollah continuarão."
"O que se vê agora é o que se verá depois da eleição, talvez de forma ainda mais agressiva", afirmou. "Enquanto o Irã estiver nessa situação, falar sobre a Palestina é perda de tempo."