O presidente americano tem longo histórico de questionar, sem apresentar provas, o resultado de eleições em que foi derrotado . Foi assim em 2020, quando empreendeu uma tentativa de anular a vitória de Joe Biden , e em 2024, quando deu vários sinais de que não aceitaria um eventual triunfo de Kamala Harris , suscitando temores de reações violentas de apoiadores.
Também nas midterms deste ano o republicano tem sido pouco claro sobre aceitar um possível resultado em que, como apontam as pesquisas, perca o controle do Congresso. No último dia 27, quando questionado pela imprensa a esse respeito , Trump disse: "sim, se [os resultados] forem honestos".
Realizadas a cada quatro anos, na metade do mandato presidencial, as midterms integram as eleições bienais para o Congresso, mesmo sem disputa pela Casa Branca. Estão em jogo os 435 assentos da Câmara, com mandatos de dois anos, e 35 das 100 cadeiras do Senado, renovado em terços a cada dois anos. Também serão eleitos governadores em 36 dos 50 estados, além de parlamentares estaduais e autoridades locais.
Trump insiste na tese nunca comprovada de que há fraude generalizada no sistema eleitoral americano . O caráter altamente descentralizado do voto nos EUA, sob responsabilidade dos estados, torna a apuração lenta, mas faz com que tentativas de alteração das cédulas sejam extremamente difíceis de pôr em prática.
Independentemente desse fato, Trump vem utilizando o poder do governo federal para semear dúvida na lisura do pleito , tendo como principal ferramenta o poder de investigação e persecutório do Departamento de Justiça (DoJ, na sigla em inglês).
Eleição de meio de mandato nos EUA ocorre sob interferência eleitoral sem precedentes de Trump
A votação final nas eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos , as midterms, ocorre nesta terça-feira (3) após uma campanha de interferência eleitoral sem precedentes comandada por Donald Trump .