Douglas Ruas critica 'movimentos contra Supremo', mas diz não julgar carta de Flávio Bolsonaro

O governador eleito do Rio de Janeiro , Douglas Ruas ( PL ), criticou nesta segunda-feira (3) "movimentos que tentam insurgir a população contra a Suprema Corte". Ao mesmo tempo, evitou fazer críticas diretas ao senador Flávio Bolsonaro (PL

Por Admin ·

Douglas Ruas critica 'movimentos contra Supremo', mas diz não julgar carta de Flávio Bolsonaro

O comentário sobre o STF (Supremo Tribunal Federal) foi feito ao ser questionado sobre a ação movida pelo PSD de Eduardo Paes para tentar garantir a realização do segundo turno no estado.

"Em relação à questão de eventuais questionamentos ao resultado proclamado pela Justiça Eleitoral do Brasil, a gente tem de lamentar movimentos que tentam insurgir a população contra a Suprema Corte do nosso país, querendo mudar o resultado já proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Realmente é um afronta à Justiça Eleitoral", afirmou Ruas, durante entrevista coletiva para anunciar os primeiros integrantes de seu secretariado.

"É dessa maneira em que nós vemos. Mas nós temos muita confiança no sistema eleitoral do Brasil e temos a pura convicção de que essa questão está superada. As eleições de 2026 já se encerraram em todo o território nacional."

À Folha , após a entrevista, Ruas disse que o comentário sobre o fim das eleições também se refere à disputa presidencial, questionada por seu aliado. Ele disse não poder julgar as atitudes do senador do PL.

"Não cabe a mim julgar a decisão do Flávio. Não sei quais foram os motivos dele que levaram a tomar essa decisão. Nosso foco total é a transição do governo, para entregar à população aquilo que prometemos na campanha eleitoral. As eleições em 2026 se encerraram em todo território nacional. Esse é o meu entendimento", afirmou o governador eleito à reportagem.

Flávio Bolsonaro não reconheceu a reeleição do presidente Lula e classificou como uma "sacanagem" a atuação da Justiça durante o processo eleitoral. Dois dias depois, fugiu para os Estados Unidos e divulgou uma carta na qual se dizia, inicialmente, o "verdadeiro presidente eleito", expressão depois alterada para "líder do país".

Ruas disse também que o senador não pediu para fazer indicações para cargos no governo fluminense.

"Antes da eleição do segundo turno, sempre que falamos sobre Rio de Janeiro, ele disse: 'Monte um governo técnico, faça as entregas para a população'. Nunca manifestou interesse em indicar nada. Ele não tem esse interesse", afirmou à Folha .