Disputas estaduais têm direita ancorada em Flávio e lulistas buscando centro no 2º turno

Eleitores de cinco estados e do Distrito Federal voltam às urnas neste domingo (25) para escolher seus governadores. Eles se somarão aos outros 21 que foram definidos no primeiro turno, número que foi um recorde neste século .

Por Admin ·

Disputas estaduais têm direita ancorada em Flávio e lulistas buscando centro no 2º turno

As disputas de segundo turno nos estados foram marcadas por embates na direita pelo apoio de Flávio Bolsonaro ( PL ), aliados de Lula ( PT ) buscando eleitores de centro e candidatos que se mantiveram neutros na disputa presidencial, de olho nos votos dos dois lados.

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Amazonas e Distrito Federal são as únicas unidades da federação com embates diretos entre lulistas e bolsonaristas neste segundo turno.

Com 2,8 milhões de eleitores, o Amazonas tem um segundo turno entre o senador Omar Aziz ( PSD ), aliado de Lula, e a empresária Maria do Carmo (PL), apoiada por Flávio.

Aziz, que teve 40,6% dos votos no primeiro turno , buscou ampliar seu eleitorado mirando eleitores mais ao centro, mas sem deixar de lado o apoio ao presidente Lula. Em seus programas eleitorais e peças de propaganda, manteve referências ao petista.

Ao mesmo tempo, mostrou força política ao receber o endosso dos prefeitos de todos os 62 municípios do estado. Também recebeu aval de ex-adversários como o ex-prefeito de Manaus David Almeida (Avante), derrotado no primeiro turno na disputa pelo governo estadual.

Maria do Carmo (PL), que teve 24,5% dos votos no primeiro turno, apostou na associação com Flávio Bolsonaro como principal estratégia no segundo turno. Com uma votação mais consolidada em Manaus, onde teve mais votos que o adversário no primeiro turno, ela busca os votos das cidades do interior.

Temas relacionados à infraestrutura do estado estivarem no centro confronto entre os candidatos. Maria do Carmo responsabiliza o governo Lula pela demora na pavimentação da rodovia BR-319 . Omar, por sua vez, destaca sua experiência administrativa –ele já foi governador de 2010 a 2014.

No Distrito Federal, a disputa também é entre um aliado de Lula e uma de Flávio Bolsonaro. Mas a governadora Celina Leão ( PP ) saiu das urnas no primeiro turno em um cenário mais favorável, quando teve 49,9% dos votos válidos contra 34,5% de seu adversário, Leandro Grass (PT).

Além da aliança com Flávio, Celina ancorou sua campanha no apoio que recebeu da senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) e de líderes conservadores como o apresentador de televisão Ratinho.

Leandro Grass, por sua vez, reforçou o seu laço com Lula, ao mesmo tempo que priorizou temas como saúde e segurança pública, apontando gargalos da gestão de Celina e seu antecessor Ibaneis Rocha ( MDB ). A crise do BRB (Banco de Brasília) também esteve no centro da campanha, com críticas do petista à tentativa de compra do Banco Master pela instituição estatal.