As disputas de segundo turno nos estados foram marcadas por embates na direita pelo apoio de Flávio Bolsonaro ( PL ), aliados de Lula ( PT ) buscando eleitores de centro e candidatos que se mantiveram neutros na disputa presidencial, de olho nos votos dos dois lados.
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Amazonas e Distrito Federal são as únicas unidades da federação com embates diretos entre lulistas e bolsonaristas neste segundo turno.
Com 2,8 milhões de eleitores, o Amazonas tem um segundo turno entre o senador Omar Aziz ( PSD ), aliado de Lula, e a empresária Maria do Carmo (PL), apoiada por Flávio.
Aziz, que teve 40,6% dos votos no primeiro turno , buscou ampliar seu eleitorado mirando eleitores mais ao centro, mas sem deixar de lado o apoio ao presidente Lula. Em seus programas eleitorais e peças de propaganda, manteve referências ao petista.
Ao mesmo tempo, mostrou força política ao receber o endosso dos prefeitos de todos os 62 municípios do estado. Também recebeu aval de ex-adversários como o ex-prefeito de Manaus David Almeida (Avante), derrotado no primeiro turno na disputa pelo governo estadual.
Maria do Carmo (PL), que teve 24,5% dos votos no primeiro turno, apostou na associação com Flávio Bolsonaro como principal estratégia no segundo turno. Com uma votação mais consolidada em Manaus, onde teve mais votos que o adversário no primeiro turno, ela busca os votos das cidades do interior.
Temas relacionados à infraestrutura do estado estivarem no centro confronto entre os candidatos. Maria do Carmo responsabiliza o governo Lula pela demora na pavimentação da rodovia BR-319 . Omar, por sua vez, destaca sua experiência administrativa –ele já foi governador de 2010 a 2014.
No Distrito Federal, a disputa também é entre um aliado de Lula e uma de Flávio Bolsonaro. Mas a governadora Celina Leão ( PP ) saiu das urnas no primeiro turno em um cenário mais favorável, quando teve 49,9% dos votos válidos contra 34,5% de seu adversário, Leandro Grass (PT).
Além da aliança com Flávio, Celina ancorou sua campanha no apoio que recebeu da senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) e de líderes conservadores como o apresentador de televisão Ratinho.
Leandro Grass, por sua vez, reforçou o seu laço com Lula, ao mesmo tempo que priorizou temas como saúde e segurança pública, apontando gargalos da gestão de Celina e seu antecessor Ibaneis Rocha ( MDB ). A crise do BRB (Banco de Brasília) também esteve no centro da campanha, com críticas do petista à tentativa de compra do Banco Master pela instituição estatal.