Desenrola 3.0 abre prazo para bancos ofertarem dívidas à União

As instituições financeiras terão cinco dias úteis para a informar ao governo as dívidas que pretendem oferecer para renegociação na primeira etapa do Desenrola 3.0 . O DOU (Diário Oficial da União) publicou, em edição extraordinária, a por

Por Admin ·

Desenrola 3.0 abre prazo para bancos ofertarem dívidas à União

Neste momento, os consumidores não precisam procurar os bancos para participar do programa. O governo ainda deverá divulgar as regras e os procedimentos para o acesso às renegociações.

A terceira versão do Desenrola prevê a compra de dívidas pelo governo. Na quarta-feira (21) , o ministro da Fazenda, Dario Durigan, estimou em R$ 90 bilhões o volume de dívidas antigas que podem ser apresentadas nesse edital, que dá início ao processo de habilitação de bancos e fundos interessados em vender carteiras de crédito à União.

Apesar do volume previsto, o custo máximo estimado para a compra de todo esse montante seria de R$ 9 bilhões, considerando o desconto mínimo de 90% exigido pelo programa.

As instituições terão cinco dias úteis para informar o volume de débitos que pretendem oferecer. A etapa, no entanto, não é uma convocação para que os consumidores renegociem suas dívidas, mas um procedimento para medir o interesse dos credores e o volume de dívidas por faixas de renda.

O chamamento público será destinado a bancos, instituições financeiras e Fidcs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios). Para participar da etapa seguinte, os credores deverão apresentar carteiras de dívidas que atendam aos critérios do programa e aceitar as condições mínimas de desconto.

O procedimento será dividido em etapas:

Chamamento: publicação do edital para manifestação de interesse dos credores;

Apresentação das carteiras: prazo de cinco dias úteis para informar os débitos elegíveis;

Definição do leilão: análise do volume apresentado, com separação por faixas de renda;

Compra das dívidas: realização do leilão, previsto para novembro, com possibilidade de adiamento para o início de dezembro.

Segundo o ministro, o governo pretende estruturar a disputa para favorecer devedores de menor renda e microempreendedores individuais. No entanto, caso o volume de dívidas de baixa renda seja menor que o previsto, o governo poderá comprar mais dívidas de alta renda.

A estimativa inicial é que os credores apresentem até R$ 90 bilhões em dívidas. Como o programa exige deságio mínimo de 90%, a União pagaria, no máximo, 10% do valor nominal das carteiras adquiridas.

Na hipótese de compra de todo o montante estimado, o desembolso seria de até R$ 9 bilhões.

O governo, porém, não necessariamente comprará todas as carteiras apresentadas. A intenção é estabelecer um orçamento para o leilão e estimular a concorrência entre os credores, o que pode resultar em descontos superiores ao mínimo exigido.