As manifestações ocorreram após uma autoridade do Departamento de Estado confirmar, nesta terça-feira (27), que o governo americano concederá vistos ao senador e a familiares dele . Flávio deixou o Brasil após a determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para que entregasse os passaportes comum e diplomático, o proibindo de viajar.
Os democratas da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes americana também criticaram a decisão, traçando um paralelo entre o tratamento oferecido ao senador e as restrições impostas pela administração americana a pessoas que buscam proteção contra conflitos armados.
"Não há asilo para pessoas que fogem da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio estende o tapete vermelho para Bolsonaro", escreveu o perfil oficial dos democratas do colegiado, em referência ao secretário de Estado americano, Marco Rubio.
"Aparentemente, fugir da violência não é suficiente para se qualificar. Negar resultados eleitorais, sim", acrescentou a publicação, feita nesta quarta-feira (28).
Já o deputado Joaquin Castro, do Texas, ironizou a decisão do governo americano. "Perder uma eleição não é motivo para asilo". Em publicação nas redes sociais, Castro afirmou que o governo Trump está oferecendo abrigo ao senador brasileiro, investigado por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
"O governo Trump deve explicações ao Congresso sobre seu papel em ajudar Bolsonaro a fugir do Brasil em violação à legislação brasileira", escreveu o parlamentar.
Outro deputado democrata, Shri Thanedar, de Michigan, acusou Flávio de tentar escapar de investigações no Brasil após perder a disputa contra o presidente Lula (PT). "Depois de perder uma eleição, em vez de enfrentar as acusações pendentes de fraude e corrupção, Bolsonaro está fugindo do Brasil", escreveu Thanedar.