Democratas demonstram força nos últimos dias de corrida para o Senado, revelam novas pesquisas

02/11/2026 01h03 Atualizado 02/11/2026 08h58 Democratas estão à frente dos republicanos em quase todos os sete estados decisivos que determinarão qual partido controlará o Senado , de acordo com a última rodada de pesquisas do New York Tim

Por Admin ·

Democratas demonstram força nos últimos dias de corrida para o Senado, revelam novas pesquisas

02/11/2026 01h03 Atualizado 02/11/2026 08h58

Democratas estão à frente dos republicanos em quase todos os sete estados decisivos que determinarão qual partido controlará o Senado , de acordo com a última rodada de pesquisas do New York Times e da Universidade Siena antes das eleições de meio de mandato, divulgada na noite de domingo. Já na Câmara dos Deputados, as projeções de institutos de pesquisa afirmam que os democratas devem avançar em 9 e 19 cadeiras, ganhando dos republicanos e passando a ter maioria.

Em estado de alerta: Democratas se mobilizam nos EUA diante do risco de Trump contestar resultados Espelho no passado: Obama ressurge no palanque e inspira nova geração democrata Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp

Se a eleição para o Senado dos EUA fosse realizada hoje, em quem você votaria?

Sob impacto da impopularidade crônica do presidente, as pesquisas apontam que os democratas podem, no melhor dos cenários, dominar todo o Congresso, seguindo uma tendência histórica: desde 1936, o partido que estava no poder perdeu espaço, ou o controle de ao menos uma das Casas, em 20 das 22 ocasiões. A lista inclui o próprio Trump, que em 2018, em seu primeiro mandato, sofreu uma derrota que abriu caminho para dois processos de impeachment. Toda a Câmara dos Representantes será renovada, com todos os 435 assentos em disputa. Os mandatos de deputados são de dois anos nos EUA.

Agora, a pesquisa New York Times e da Universidade Siena — que ouviu 610 eleitores no Alasca, 705 em Iowa, 736 no Kansas, 714 no Maine, 1.011 em Michigan, 717 em Ohio e 1.215 no Texas — revelou que os democratas detêm vantagens expressivas no Texas, estado que não elege um democrata para o Senado desde 1988, e no Kansas, que não elege um desde 1932.

Para vencer a maioria no Senado, democratas precisam defender todas as cadeiras que possuem atualmente e conquistar pelo menos quatro cadeiras que hoje pertencem aos republicanos. Esta é considerada uma batalha difícil porque que muitas das cadeiras que eles precisam ganhar estão em redutos republicanos.

No entanto, as novas sondagens apontaram que os candidatos democratas estão à frente em cinco estados que atualmente possuem senadores republicanos, além de estarem praticamente empatados em um sexto. Eles lideram no Kansas, no Maine, em Ohio e no Texas, e possuem uma vantagem estreita no Alasca. Em Iowa, a situação é de empate técnico.

Em Michigan, o único estado decisivo para o Senado que já está sob controle dos democratas, a pesquisa indicou que o candidato democrata lidera na preferência do eleitor com uma margem de dois dígitos. O levantamento foi realizado antes de Haley Stevens, derrotada nas primárias por Abdul El-Sayed, declarar apoio ao rival republicano neste fim de semana.

As pesquisas não incluíram a Carolina do Norte, onde os levantamentos há muito tempo mostram o candidato democrata na liderança e onde os republicanos reduziram seus gastos de campanha.

Com cortes e agenda ideológica: Trump desmantela a ciência nos EUA e ameaça liderança estratégica do país

A insatisfação com o presidente Trump e a frustração com a sua gestão da economia estão prejudicando os republicanos, segundo as pesquisas. Apenas 38% dos prováveis ​​eleitores aprovaram o desempenho do presidente nos sete estados abrangidos pela pesquisa — um índice surpreendentemente baixo, considerando que Trump havia vencido em cinco desses estados com uma margem de dois dígitos há apenas dois anos.

A recém-adquirida força dos democratas foi impulsionada por uma confiança crescente na capacidade do partido de lidar com a economia — a principal questão que motiva os eleitores este ano. Os democratas detêm uma vantagem de nove pontos percentuais no que diz respeito ao custo de vida nos estados decisivos, e lideram nesse quesito fundamental em cada um deles.

'Não vamos sobreviver': Calor recorde e contas altas ameaçam deixar famílias sem eletricidade nos EUA

Se as pesquisas estiverem corretas e essas tendências se mantiverem, democratas poderiam conquistar o controle do Senado.

Mas existem alguns motivos para preocupação entre democratas: há ainda alguns eleitores indecisos, e aqueles que decidiram o seu voto apenas no último mês têm favorecido os republicanos, com uma vantagem de nove pontos percentuais para eles.

Entrevista: ' Brasil virou exemplo de como barrar a extrema direita', diz professor de Relações Internacionais

Na disputa para o Senado no Texas, James Talarico, um parlamentar estadual democrata, mantinha uma vantagem de sete pontos sobre Ken Paxton, o procurador-geral estadual republicano — 50% contra 43% entre os prováveis ​​eleitores. Paxton tinha a pior imagem de todos os candidatos incluídos na pesquisa, de longe.

No Maine, a senadora Susan Collins — a última senadora republicana remanescente na região conhecida como New England ou Nova Inglaterra — aparece em sua campanha de reeleição atrás de Troy Jackson, ex-senador estadual democrata. Jackson lidera com 51% das intenções de voto contra 45% entre os eleitores com maior probabilidade de comparecer às urnas.

Pesquisas eleitorais são imperfeitas. Há seis anos, Susan Collins aparecia atrás em todas as pesquisas realizadas antes das urnas — e, ainda assim, conquistou a reeleição com tranquilidade. No entanto, as novas sondagens revelaram uma série de sinais de alerta para os republicanos — tanto em relação aos seus candidatos quanto ao cenário político mais amplo.

Em todos os estados, com exceção do Maine, o candidato democrata ao Senado foi visto de forma mais favorável do que o candidato republicano.

Índice de favorabilidade dos candidatos ao Senado dos EUA em cada estado

Além disso, os eleitores com maior probabilidade de comparecer às urnas demonstraram insatisfação com a liderança de Donald Trump em diversos aspectos, afirmando acreditar que democratas fariam um trabalho melhor ao lidar com o custo de vida e guerras no exterior, além de fazerem o que é melhor para os cidadãos comuns.

Trump tem feito campanha em estados rurais de maioria republicana na tentativa de reanimar sua base nas semanas finais que antecedem o dia da eleição. No entanto, as pesquisas sugerem que o entusiasmo pelo presidente está diminuindo mesmo dentro de seu próprio partido. Em Ohio, onde 82% dos republicanos aprovam o presidente, a parcela daqueles que o aprovam “fortemente” caiu para 51% — uma redução em relação aos 63% registrados em junho.

Além disso, em uma pesquisa realizada pelo Times/Siena na semana passada, a corrida pelo Senado estava empatada no estado profundamente republicano da Carolina do Sul.

Doação recorde: Musk testa o que quase meio bilhão de dólares pode fazer na corrida eleitoral americana

Uma vantagem fundamental para os candidatos democratas é que eles estão à frente entre os eleitores independentes em todos os estados pesquisados. Isso inclui Iowa, onde Josh Turek, um parlamentar estadual democrata, estava praticamente empatado com a deputada Ashley Hinson, a candidata republicana.

As pesquisas revelaram que a retomada democrata foi impulsionada por um fortalecimento do partido entre os eleitores mais jovens e os latinos, bem como pela relativa fraqueza dos republicanos em sua própria base — composta por eleitores brancos da classe trabalhadora.

Donald Trump havia conquistado mais apoio entre eleitores latinos e mais jovens em 2024. No entanto, este ano, os candidatos de seu partido ao Senado têm conquistado apenas cerca de um quarto dos votos desse eleitorado.

A confiança nos republicanos no que diz respeito à economia — e em Trump particularmente — está desmoronando e ajuda a explicar por que os democratas estão competitivos em um estado como o Kansas. Trump venceu no Kansas com a maior margem em qualquer dos sete estados pesquisados, e o estado não elege um senador democrata há quase um século. Mas a alta nos preços do diesel após a guerra no Irã, somada à decisão do governo de eliminar as tarifas de importação sobre a carne bovina estrangeira, decepcionou fazendeiros da região.

Seminarista, lenhador e campeão paralímpico: veja as disputas que podem definir o controle do Senado nas eleições de meio de mandato nos EUA

Adam Hamilton, o candidato democrata e pastor da maior igreja do estado, está à frente do senador Roger Marshall, o republicano que ocupa atualmente a cadeira, com 49% contra 44%. Hamilton também conta com o apoio de 13% dos republicanos, incluindo James Gerety, de 52 anos, um membro da Guarda Nacional aposentado que vive em Meriden, no Kansas, que afirmou considerar Hamilton "muito mais autêntico" do que Marshall.

— Fiquei com um pé atrás no início por ele ser pastor — disse Gerety, um republicano filiado que se considera mais um independente. — Fico desconfortável quando a religião é trazida para a política. Mas Hamilton está tentando baixar os preços e nos tirar desta guerra com o Irã. Ele está tentando fazer a inflação cair.

Mas Marshall também enfrentou críticas depois que o New York Times noticiou que ele processou pacientes por dívidas médicas não pagas, o que, em alguns casos, resultou em prisões.

O jornal americano já havia realizado pesquisas em todos os sete estados em setembro. Os democratas apresentaram melhora em seis desses estados na pesquisa final (Iowa, Kansas, Maine, Michigan, Ohio e Texas) e perderam terreno em apenas um (Alasca).

Eleitores brancos da classe trabalhadora têm sido a base da coalizão de Trump. Em 2024, ele conquistou cerca de 74% dos eleitores brancos sem diploma universitário, segundo pesquisas de boca de urna. Agora, nesses sete estados, os republicanos aparecem com apenas 56% da preferência desse eleitorado.

Eleitores brancos que exercem trabalhos braçais ou manuais têm se mostrado um grupo particularmente difícil de alcançar em pesquisas; a margem de erro é historicamente maior justamente nesse segmento demográfico — uma parcela expressiva da população em todos os sete estados.

Em Michigan, o único estado na pesquisa com uma cadeira no Senado atualmente ocupada por um democrata, o levantamento mostrou o Dr. Abdul El-Sayed à frente de Mike Rogers, ex-congressista republicano derrotado por uma margem estreita na disputa pelo Senado em 2024, com uma vantagem ampla de 11 pontos percentuais.

El-Sayed, que demonstra um gosto pelo confronto político que poucos democratas possuem, tem obtido um desempenho especialmente bom junto ao eleitorado masculino, um grupo que historicamente tende a votar nos republicanos. Ele está praticamente empatado com os republicanos até mesmo entre os homens, uma melhora em relação a setembro.

No Maine, Jackson, o candidato de oposição democrata, melhorou sua imagem desde setembro, embora ainda seja visto de forma desfavorável no geral. Um ponto crucial é que ele concorre no estado mais democrata dentre os decisivos na disputa, e continua sendo muito mais popular do que Trump.

No Texas, 49% dos prováveis ​​eleitores veem Talarico de forma favorável, enquanto 39% o veem desfavoravelmente — o que lhe dá uma vantagem de 10 pontos percentuais em termos de favorabilidade, apesar da enorme campanha publicitária altamente negativa contra ele, financiada principalmente por Elon Musk, a pessoa mais rica do mundo.

Paxton, adversário republicano de Talarico, viu sua imagem se deteriorar nos últimos meses. 54% dos prováveis ​​eleitores na região agora o veem de forma desfavorável, enquanto apenas 33% o veem de forma favorável.

Rey Gonzales, um republicano de 62 anos que vive em Houston, contou ter ficado incomodado com as alegações que levaram ao processo de impeachment de Paxton e por relatos de que ele teria sido infiel em seu casamento. Gonzales, que diz ter votado em Trump em 2016 e 2020, mas que não votou em 2024, afirma que pretende apoiar Talarico puramente por não gostar de Paxton.

No Alasca, Mary Peltola, a ex-congressista democrata que disputa uma vaga contra o atual senador Dan Sullivan, enfrentou críticas após uma investigação do The New York Times revelar que articuladores políticos alinhados a ela recrutaram outro candidato — também chamado Dan J. Sullivan — para concorrer como republicano na eleição, com o objetivo de desviar votos do atual senador republicano.

A pesquisa foi realizada, em sua maior parte, antes da publicação da reportagem. Ainda assim, Peltola foi a única democrata nos levantamentos realizados a perder terreno em comparação a Times/Siena anterior. A pesquisa apontou uma vantagem estreita de Peltola sobre Sullivan: 48% contra 46%.

(The New York Times; mais dados da metodologia no link )

Presidente abriu a possibilidade, nesta segunda-feira, de conceder indultos a aliados e insinuou que vetaria qualquer iniciativa do Congresso caso os democratas conquistassem o controle das Casas

Gesto é frequentemente associado à tranquilidade, concentração ou autoridade

Inteligência artificial, desenvolvida em parceria com o Grupo Eureka, oferece nove temas para se preparar e atribui notas segundo os critérios de avaliação do exame

Demba Ba deixa o clube dias após a demissão de Didier Digard e o pedido de renúncia de Jean-Michel Roussier; time é o lanterna com apenas dois pontos

Saídas líquidas representam cerca de 3% dos ativos sob gestão da corretora, que restabeleceu os saques no domingo

Advogados alegam conexão com investigação sobre fraudes no INSS e questionam imparcialidade de Moraes por vínculos de aeronave investigada com escritório de sua esposa

Durante entrevista a Jimmy Kimmel, o artista revelou que a lesão durou cerca de duas semanas

243 mil pessoas assistiram ao show nos cinemas

Hypernative identificou transferências suspeitas em pelo menos dez redes de criptomoedas; corretora confirmou incidente de segurança e suspendeu temporariamente depósitos e saques

A decisão foi tomada pela Federação local por causa da violência que domina a ilha

Este quiz foi produzido pelo projeto Irineu, a iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores. Toda a produção de conteúdo com o uso do Irineu é supervisionada por jornalistas.