Datafolha: Combate à violência lidera como prioridade de eleitores para presidente eleito

Pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira (23), a dois dias do segundo turno das eleições , aponta que 69% dos eleitores acreditam que uma das prioridades do próximo presidente da República, seja ele Flávio Bolsonaro ( PL ) ou Luiz

Por Admin ·

Datafolha: Combate à violência lidera como prioridade de eleitores para presidente eleito

Os entrevistados pelo Datafolha tiveram a oportunidade de escolher um tema como prioridade em primeiro, segundo e terceiro lugar a partir de uma lista. Elencaram o combate à violência em pelo menos um dos lugares 69%, enquanto 60% disseram que uma das prioridades deve ser gerar mais emprego e 56% optaram por diminuição dos impostos.

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A margem de erro do levantamento, feito de terça-feira (20) a quinta (22), é de dois pontos para mais ou para menos. O instituto entrevistou nessa rodada 2.520 pessoas em 154 cidades sob encomenda da Folha e da TV Globo. O trabalho está registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o código BR-09709/2026.

O tema da violência é um dos mais importantes na disputa entre Flávio e Lula. O senador tem apostado em medidas como a castração química de estupradores e o fim da obrigatoriedade de marcação de munições e da progressão da pena —consideradas por especialistas na área como pouco eficazes ou até mesmo contraproducentes para combater o crime no país.

Em comício no Recife em setembro, Flávio, empunhando um facão falso, reforçou a promessa da medida contra estupradores. "Atenção, você aí, estuprador, abusador de mulher e de criança, vai ter castração química para você, para aprender a nunca mais tocar em uma mulher sem que ela queira", disse, empunhando o objeto.

Já o presidente Lula passou a defender a redução da maioridade penal para crimes hediondos , recuando da posição de longa data da esquerda, que sempre apontou que punir adolescentes a partir de 16 anos como adultos agravaria a superlotação nos presídios e diminuiria a possibilidade de reintegração à sociedade.

"Meu pensamento, enquanto cidadão brasileiro, é que [para] todo e qualquer crime hediondo, eu sou a favor de reduzir a maioridade", disse Lula à jornalista Renata Lo Prete em sabatina no último dia 15.

Tratou-se de uma mudança de posição: em 2007, por exemplo, em seu primeiro mandato, quando o tema veio à tona, Lula disse: "Eu fico imaginando que se a gente aceitar a diminuição da maioridade penal para 16 anos, amanhã estarão pedindo para 15 [anos], depois para 10 [anos] e depois para 9 [anos]. Quem sabe um dia queiram [culpar] até o feto se souberem o que pode acontecer no futuro."