A candidata à reeleição tem 59% das intenções nos votos válidos, que excluem nulos, brancos e indecisos, contra 41% de Leandro Grass (PT), segundo levantamento divulgado neste sábado (24).
A margem de erro para os votos válidos é de três pontos para mais ou para menos.
Na pesquisa anterior, divulgada na quinta-feira (22), Celina aparecia com 60% das menções , enquanto o candidato do PT tinha 40%.
A pesquisa Datafolha foi contratada pela TV Globo e pela Folha e ouviu 1.619 eleitores de todas as regiões do Distrito Federal de sexta-feira (23) a este sábado (24). O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral com o código DF-03453/2026.
Nos votos totais, Celina marca 54%, ante 38% de Grass. Brancos e nulos são 6%, enquanto indecisos correspondem a 2%. A margem de erro para a amostra total é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Celina é rejeitada por 35% dos ouvidos, já Grass por 48%. São 12% os que dizem não rejeitar nenhum dos dois, e 4% aqueles que afirmam rejeitar ambos.
O Datafolha também questionou os entrevistados do DF quanto à intenção de voto a presidente. Flávio Bolsonaro (PL) marca 56% dos votos válidos, enquanto Lula (PT) tem 44% —a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.
Os resultados de uma pesquisa eleitoral não são prognósticos, ou seja, não pretendem antecipar o que sairá das urnas. Eles formam um retrato da opinião dos entrevistados no momento em que os pesquisadores foram a campo.
A disputa pelo comando do Distrito Federal foi levada ao segundo turno por uma margem pequena de votos. A atual governadora obteve 49,93% dos votos válidos, contra 34,47% do petista.
Celina passou a comandar a capital federal em março, depois de Ibaneis Rocha (MDB) deixar o governo com a intenção de disputar uma vaga ao Senado. Em julho, ele anunciou a desistência da candidatura em meio ao desgaste envolvendo a tentativa frustrada de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília ). Antes, a atual governadora foi deputada distrital e federal.
Eleita ao Senado do DF com 29,05% dos votos válidos, Michelle Bolsonaro (PL) foi um dos grandes trunfos da candidata em sua campanha.
Celina tem apostado também no apoio de Flávio Bolsonaro , candidato à Presidência, e de outros nomes da direita na capital federal, como Bia Kicis (PL), também eleita para o Senado, e Damares Alves (Republicanos), que já ocupa uma vaga na Casa.
Já a campanha de Grass, que deixou a presidência do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em abril, ganhou fôlego com a saída da disputa de José Roberto Arruda (PSD), ex-governador do DF de 2007 a 2010.
Arruda chegou a aparecer empatado tecnicamente com Celina em simulação de primeiro turno da pesquisa Datafolha de 21 de agosto , mas teve o registro de candidatura rejeitado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no fim de setembro por condenações por improbidade no caso da Operação Caixa de Pandora.
Ex-deputado distrital, Grass deixou o PV e se filiou ao PT no último ano. Ele tem o apoio de Lula , candidato a presidente.
O próximo governador herdará a crise do BRB, tema explorado na disputa eleitoral. Criticada por adversários pelo rombo no banco, Celina tenta se distanciar do caso e busca empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para recompor o caixa da instituição.
Na última quinta-feira (22), a TV Globo fez uma entrevista com Grass, dado que Celina optou por não comparecer ao debate organizado pela emissora.
A candidata agradeceu o convite e afirmou, em nota , que não poderia participar, porque já tinha um compromisso marcado para a data em questão e cuja programação envolvia a mobilização de muitas pessoas, o que inviabilizaria sua reorganização.
Na mesma nota, a coordenação de sua campanha aproveitou para fazer uma crítica ao rival, dizendo lamentar que ele "tenha dado espaço a ataques pessoais e provocações, prejudicando a discussão das propostas para o Distrito Federal".
Durante o programa, Grass comentou o posicionamento da adversária e disse nunca tê-la desrespeitado. "Ela disse que não vinha aos debates argumentando que foi vítima, que ela foi desrespeitada. Nunca desrespeitei a Celina Leão", afirmou ele.
Ele lamentou ainda o fato de não ter ocorrido nenhum debate de segundo turno na disputa do DF e buscou diferenciar sua candidatura da de Celina, de modo a mobilizar eleitores que tenham ressalvas ao PT, partido pelo qual concorre.
"Não é mais sobre um partido, não é mais sobre um campo ideológico ou político, não é mais sobre isso. É sobre a nossa vida, é sobre a nossa família, é sobre poder chegar a um hospital, a uma UPA, e não morrer. É sobre poder ter creche para o filho, uma escola de verdade."