A três dias do segundo turno, 46% dos eleitores dizem que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro ( PL ), e 45%, em Lula ( PT ).
Há duas semanas, os índices eram 46% a 43%, respectivamente. O presidente seguiu com a mesma taxa na rodada seguinte, e o senador oscilou para 44%, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou menos do levantamento.
Quando considerados também os eleitores que não votam nem em um nem no outro, a rejeição dos dois é igual, de 48%.
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Ao longo de todo o primeiro turno foi assim, com os rivais alternando posições eventualmente. O acirramento da polarização que ganhou ares de definitiva no pleito de 2018, vencido pelo pai de Flávio, o então deputado Jair Bolsonaro, cristalizou-se.
Com efeito, não houve espaço para rivais, com todos somando 7,81% dos votos válidos na primeira rodada. O candidato que ficou em terceiro lugar, Augusto Cury (Avante), somou 2,89% dos válidos —ele, a exemplo de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), declararam voto no senador agora.
Neste segundo turno, a agressividade de lado a lado escalou na propaganda eleitoral gratuita, coalhada de inserções de ataques mútuos, e atingiu o ápice no primeiro debate de TV entre Lula e Flávio, realizado no domingo (18) na Band.